
A Maersk Supply Service iniciará, ao longo da semana, mais uma campanha de gestão do sistema de ancoragem do FPSO Fluminense, instalado nos campos de Bijupirá e Salema, localizados na Bacia de Campos e operados pela Shell. A empresa dinamarquesa foi contratada pela petroleira para executar o serviço, que contemplará, dessa vez, assistência em duas âncoras.
A campanha será executada por quatro barcos, sendo três próprios de manuseio de âncoras (ATHS) – Maersk Launcher, Maersk Lancer e Maersk Maker – e outro de terceiro. As embarcações da Maersk Supply Service estão finalizando o contrato da Petrobras de pré-ancoragem do FPSO Sepetiba, em Mero, na Bacia de Santos, e serão realocadas para o projeto de Bijupirá-Salema assim que a campanha for finalizada.
O contrato entre as duas empresas foi fechado na semana passada. Essa será a terceira vez que a Maersk Supply Service apoiará a Shell Brasil na operação das linhas de atracação do FPSO Fluminense, completando o ciclo de todas as amarras do sistema.
O FPSO Fluminense está sendo preparado para ser descomissionado entre 2023 e 2024. Ao invés de trocar o sistema de ancoragem da unidade antes de concluir a operação de descomissionamento, a Shell optou por elaborar campanhas de manutenção e remediação no sistema.
A nova campanha será voltada às amarras 3 e 9. A projeção é de que os quatro navios cheguem à locação de Bijupirá-Salema entre os dias 15 e 20 de agosto.
O contrato entre a Maersk Supply Service e a Shell foi fechado sob o conceito de solução integrada, prevendo também a instalação e conexão dos novos componentes de ancoragem. A empresa dinamarquesa já deu início à compra de materiais, ao trabalho de Engenharia e aos primeiros serviços no FPSO.
A campanha atual irá envolver o conserto de parte das amarras e a troca de um top chain.
O trabalho offshore deve se estender até o início de setembro. Cerca de 40 pessoas serão mobilizadas na operação, cujo valor do contrato é mantido sob sigilo.
O primeiro contrato de gestão do sistema de ancoragem do FPSO Fluminense foi arrematado pela Maersk Supply Service em 2019, com o segundo sendo fechado em 2021. Na primeira campanha, foram realizadas inspeções em cinco amarras, sendo outras duas inspecionadas na segunda campanha.
Instalado em lâmina d’água de cerca de 800 m, o FPSO Fluminense está em operação há 19 anos. O FPSO Fluminense pertence à Shell, que detém 80% do projeto de Bijupirá-Salema, tendo a Petrobras como parceira, com os outros 20%.
Fonte: Brasil Energia