
A Shell irá perfurar seu primeiro poço no bloco C-M-659, em 2023. A petroleira assinou contrato com a Maersk Drilling para o afretamento da semissubmersível Maersk Developer, que ficará responsável pela realização de uma campanha de curto prazo, que envolverá também operações de intervenção em poços do Parque das Conchas.
A negociação entre as duas empresas foi antecipada pelo PetróleoHoje no início de agosto. O contrato de afretamento, cuja validade é de 90 dias, foi assinado na sexta-feira (30). O valor total é de US$ 37 milhões.
Segundo a Maersk, a campanha está programada para ter início em março de 2023. No entanto, não será surpresa se a sonda for remanejada apenas no segundo trimestre do ano que vem. A unidade, afinal, está prestes a iniciar a perfuração de dois poços em Patola e, em seguida, irá em direção à Neon, ativos da Karoon.
O bloco C-M-659 foi arrematado na 16ª Rodada, em 2019. A Shell é operadora da área com 40%, tendo como sócias a Chevron (35%) e QP (25%).
A semissubmersível Maersk Developer está operando no momento para a Karoon, na Bacia de Santos. Assim que terminar a campanha da petroleira australiana, a sonda será remanejada para a Bacia de Campos para iniciar o contrato com a Shell.
O bid da Shell foi lançado no início do ano. Poucas empresas de perfuração demonstraram interesse pelo negócio por se tratar de um contrato de curto prazo.
A Shell exigia que a sonda fosse equipada com dupla torre e tivesse capacidade para operar em lâmina d’água de 3 mil m. A petroleira terminou, recentemente, uma campanha de perfuração com o navio-sonda West Tellus, da Seadrill.
Fonte: Revista Brasil Energia