Um novo acordo firmado pela Shell e a Cosan transformou a joint venture Raízen, até então temporária, em um negócio permanente das duas empresas no Brasil. Foram retirados termos do acordo que deu origem à empresa de açúcar e álcool, firmado em 2011, que previam operações de compra e venda de ações nos anos de 2021 e 2026.
As companhias também decidiram renovar o lock up – perãodo em que não podem se desfazer das ações da Raízen – por mais cinco anos. Ao final desse prazo, contados a partir desta quarta-feira (23/11), as partes poderão vender as ações de emissão da joint-venture, observados os direitos de preferência.
Criada em 2011, a Raízen é a maior produtora individual de cana-de-açúcar do mundo, com capacidade para moer cerca de 68 milhões de t. Em 2015, a empresa produziu mais de 2 bilhões de l de etanol, 4 milhões de t de açúcar e gerou 2,2 GWh de energia elétrica por cogeração.
A Raízen opera 24 unidades produtoras de etanol e açúcar, 63 terminais de distribuição e mais de 5.800 postos de combustíveis espalhados pelo Brasil.
No perãodo contábil mais recente, que compreende os meses de julho a setembro de 2016, a Raízen lucrou R$ 855,2 milhões. O resultado representa melhora significativa em relação ao mesmo perãodo do ano passado, quando a empresa registrou lucro líquido de R$ 99 milhões.