Comitê de crise da petroleira decide estender trabalho não-presencial até janeiro de 2021
A Shell decidiu manter o regime de home office no Brasil até janeiro de 2021. A estratégia foi definida pelo comitê de crise da petroleira no final de julho, diante do cenário de pandemia da covid-19, abrangendo toda a parte de escritório.
A companhia já começa a estudar e estruturar o novo layout de trabalho no país para o próximo ano, apostando na adoção de um modelo híbrido, conciliando home office e atividade presencial no escritório do grupo.
A informação foi revelada pelo diretor de Ativos do Pré-sal da Shell, Cristiano Pinto, durante live do Banco Safra, na sexta-feira (7/8).
“Nós não vamos voltar para aquilo que era antes, mas também não vamos ficar 100% trabalhando de casa. Ganhamos um pouco mais de tempo para pensar com cuidado, antes de retomar as nossas operações normalmente no escritório, em janeiro de 2021”, disse o executivo.
Para ele, a experiência da pandemia tende a fazer com que a política de home office, já bastante utilizada internacionalmente pela Shell, se estabeleça com mais força nos escritórios da Shell no Brasil.
Corte de investimentos
Cristiano Pinto adiantou que o nível de investimento global do grupo para 2021 deve ser mais baixo.
“Não sei se na mesma magnitude que fizemos em 2020 porque, neste ano, precisávamos de uma ação mais rápida, mais enérgica, mais cirúrgica, mais profunda para reagir à pandemia, mas prevejo um teto um pouco mais baixo que o histórico dos US$ 25 bilhões a US$ 30 bilhões”, estimou o executivo.
No momento, a Shell trabalha na revisão organizacional da companhia, que resultará na apresentação de um novo plano estratégico entre o final de setembro e o inicio de outubro. Independentemente da cifra a ser investida, Cristiano Pinto afirmou que o percentual do capex a ser destinado à área de renováveis será certamente maior que o do último ano.
A petroleira já vem migrando parte dos recursos de E&P para as áreas de gás natural e energias renováveis.
Fonte: Revista Brasil Energia