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Clippings - 03/11/16

Shell prevê custo de US$ 15/barril para ativos adquiridos da BG

Os ativos da BG incorporados pela Shell na fusão das companhias terão custo médio de US$ 15/barril em 2018. A expectativa da companhia anglo-holandesa é que, dentre esses ativos, os que iniciaram produção desde 2014 devem atingir produção total de 1 milhão de barris/dia até aquele ano.

As informações foram divulgadas por Simon Henry, CFO da companhia, durante conferência sobre os resultados da petroleira no terceiro trimestre. Entre os ativos incorporados pela empresa anglo-holandesa com a fusão estão participações nos campos de Lula (25%) e Sapinhoá (30%), operados pela Petrobras no pré-sal de Santos, além de Berbigão (25%) e Oeste de Atapu (25%).

“Nós absorvemos os custos e gastos da BG na Shell este ano, sem aumentos globais na base combinada. Naturalmente, estamos entregando novos projetos lucrativos que transformam o investimentos em fluxo de caixa livre”, afirmou Henry.

A Shell teve lucro de US$ 1,4 bilhão no terceiro trimestre de 2016, ante perdas de US$ 7,4 bilhões no mesmo perãodo do ano passado. As receitas da companhia entre julho e setembro somaram US$ 61,9 bilhões, queda de 10% na comparação com o faturamento de US$ 68,7 bilhões dos mesmos meses em 2015.

A anglo-holandesa conduz hoje um programa de desinvestimentos para se desfazer de 10% de toda sua produção de óleo e gás, com a previsão de levantar US$ 30 bilhões entre 2016 e 2018. Já está sendo negociada a venda de 16 ativos, e a empresa levantou US$ 5 bilhões com desinvestimentos este ano. A meta é chegar a um patamar entre US$ 6 bilhões e US$ 8 bilhões até o final de 2016.