A Shell pretende continuar a investir US$ 3 bilhões por ano no Brasil, de acordo com o CFO da companhia, Simon Henry. Em conferência com analistas, o executivo afirmou que o país está entre os quatro que mais geram valor à empresa, junto ao Qatar, Austrália e Estados Unidos.
Henry sinalizou que o fim da operação única no pré-sal amplia a atratividade do país. “Ainda é cedo, mas, de fato, ocorrem conversas sobre mudanças na operação, nível de operação e exigências de conteúdo local. A princípio estamos interessados (…) Investiremos quase US$ 3 bilhões por ano no futuro próximo, à medida que construímos novos FPSOs”, afirmou o CFO.
Globalmente, a Shell planeja investir US$ 29 bilhões em 2016 e US$ 25 bilhões em 2017. Os investimentos para este ano estão US$ 18 abaixo que o total investido pela Shell e pela BG em 2015. A companhia britânica foi incorporada pela anglo-holandesa no começo do ano.
Entre os ativos incorporados pela Shell com a fusão estão participações nos campos de Lula (25%) e Sapinhoá (30%), operados pela Petrobras no pré-sal de Santos, além de Berbigão (25%) e Oeste de Atapu (25%).