
Redução da dívida líquida para US$ 65 bilhões é uma das prioridades da Shell para o ano
A Shell registrou lucro ajustado de US$ 3,2 bilhões no primeiro trimestre de 2021, ante o prejuízo de US$ 4 bilhões no período anterior. Segundo a diretora Financeira da petroleira, Jessica Uhl, em vídeo publicado junto aos resultados na quinta-feira (29/4), a performance da companhia no trimestre permitiu a redução da dívida líquida em US$ 4,1 bilhões, para US$ 71,3 bilhões.
Em fevereiro, a Shell apresentou suas prioridades para o ano a acionistas, entre elas a redução da dívida líquida para US$ 65 bilhões, que, quando alcançada, abrirá espaço para distribuições a acionistas na faixa de 20% a 30% do fluxo de caixa de operações.
O desempenho trimestral da Shell é o melhor desde o início da pandemia de Covid-19, que afetou os preços do barril. Segundo Uhl, os resultados do primeiro trimestre refletem o aumento nos preços das commodities, melhores margens nos negócios de refino e químicos e maior comercialização de derivados. À exceção de Refino & Comercialização e Corporativo, todos os segmentos da companhia registraram lucro ajustado – no Upstream, pela primeira vez desde o primeiro trimestre de 2020.
Em sua apresentação de resultados na quinta-feira (29/4), a companhia destacou seus projetos mais importantes no upstream, dentre eles seis estão localizados no Brasil: Mero 1 (entrada em operação prevista para 2021/2022); Mero 2 e 3 (depois de 2023); Gato do Mato, Mero 4 e Sururu 1 – estes pendentes de decisão final de investimento. Em 2021, a Shell deve destinar US$ 8 bilhões em capex para o segmento, dentro da faixa de US$ 19 a US$ 22 bilhões prevista para o ano.
No ano passado, a Shell anunciou que iria focar seu portfólio upstream em nove regiões, em ordem alfabética: Brasil, Brunei, Golfo do México (EUA), Cazaquistão, Malásia, Nigéria, Omã, [Bacia do] Permiano (EUA) e Mar do Norte (Reino Unido).
Fonte: Revista Brasil Energia