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Clippings - 02/04/19

SHELL: “Se acontecerem três leilões neste ano, vamos olhar todos”

Participante ativa nas últimas rodadas da ANP, a Shell deve seguir com a ampliação de seu portifólio de exploração e produção no Brasil em 2019. Em entrevista à BE Petróleo, o presidente da petroleira anglo-holandesa sinalizou que a empresa está disposta a investir no maior número de ativos ofertados nos próximos leilões.

“Se acontecerem três leilões neste ano, vamos olhar todos, com uma equipe dedicada”, afirmou o executivo, acrescentando que a companhia aguarda a publicação dos editais para definir sua estratégia nas concorrências.
Para 2019 estão programadas a 16ª rodada de concessões, no dia 10 de outubro, a sexta de partilha da produção (ainda sem data definida) e o leilão do excedente (28 de outubro).

Desde 2017, a Shell adquiriu nove áreas exploratórias no Brasil: Sul de Gato do Mato e Entorno de Sapinhoá na segunda rodada de partilha; Alto de Cabo Frio Oeste (3ª de partilha); os blocos C-M-791, POT-M-859, POT-M-948 e POT-M-952 (15ª de concessões); Três Marias (4ª de partilha) e Saturno (5ª de partilha).

Gás
Araújo também comentou o movimento articulado pelo governo para desenvolver o segmento de gás, com o programa Novo Mercado de Gás, que deverá ter as linhas gerais apresentadas até maio. “É positivo quando escutamos os ministérios da Economia, de Minas e Energia e agência reguladora, todos falando que o gás é uma prioridade para 2019”, assinalou.

Para Araújo, o debate do gás vem em boa hora. “Com a perspectiva de maior produção, quase como uma consequência natural dos leilões dos últimos dois anos, acho que é um bom momento. Não tenho dúvidas de que o gás tem chance de trazer mais emprego, benefícios e competitividade”, observou.

Ele avalia que o estímulo do programa do governo será bem-vindo para ajudar a monetizar o gás do pré-sal. “A maioria das empresas reinjeta o gás nos reservatórios, o que ajuda na produtividade, mas, em algum momento, será preciso retirar esse gás”, disse o presidente da Shell, assinalando que o energético é o ativo mais limpo dentre os combustíveis fósseis.

Fonte: Revista Brasil Energia