São pequenas as chances de o naufrágio parcial dos dois módulos de geração da plataforma P-71 impactar o cronograma do primeiro óleo da unidade. Além de o início de operação do FPSO estar além do horizonte do atual plano de negócios da Petrobras (2019-23) – o que permitiria, com folga, a construção de novos equipamentos –, existem duas turbinas idênticas da mesma fabricante (Siemens) prontas na Holanda.
Os geradores, que são a parte crítica do caminho de construção dos módulos, foram fabricados pela empresa alemã para os FPSOs P-72 e P-73, cujos contratos de construção foram cancelados pela Petrobras. Diante disso, a Siemens, que já havia entregue os equipamentos, decidiu recomprá-los, segundo apurado pela BE Petróleo.
As turbinas dos módulos da P-71 têm capacidade de geração de 25 MW cada uma. A fabricação de equipamentos desse porte demanda, segundo informações de mercado, de 12 meses a 14 meses. Com elas prontas, a montagem dos módulos poderia ser concluída em menos de um ano.
Os módulos M-15 e M-16 estavam sendo transportados para o Estaleiro Jurong Aracruz, no Espírito Santo, onde seria feita o trabalho de integração ao casco do FPSO, em construção no Estaleiro Raffles, na China. Orçados em US$ 150 milhões, os equipamentos foram fabricados pelo consórcio MGT (DM Construtora e TKK Engenharia)
O transporte era feito balsa Locar V, de propriedade da Locar, que estava sendo rebocada pelo barco TS Favorito, da Tranship. O acidente ocorreu na costa de Itajaí (SC) e não deixou vítimas.
Quase 48 horas após o acidente, a Petrobras não fez qualquer pronunciamento sobre a questão, além de confirmar o incidente. Até o fechamento desta reportagem, a BE Petróleo também não havia recebido respostas da Tranship e da Locar.
Em meio à falta de notícias oficiais, é grande o número de informações desencontradas. Há, inclusive, quem enxergue a possibilidade de os módulos não terem sido danificados por completo.
Fonte: Revista Brasil Energia