Após mais de um ano paradas, as obras de dragagem e derrocagem do Porto de Vitória serão retomadas nos próximos dias e ficam prontas em outubro.
O ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, esteve ontem no Estado e subiu no equipamento que realizará o serviço — a draga Novadragamar- Etermar —, proveniente da República Dominicana, que estava atracada no porto desde o início de julho, esperando o processo de nacionalização.
Quintella também visitou, com o governador Paulo Hartung e outras autoridades, as obras de ampliação no Cais de Atalaia, em Capuaba, Vila Velha, e assinou, no Palácio Anchieta, a ordem de serviço para o Contorno do Mestre Álvaro. A draga vai retirar nessa nova etapa 690 mil metros cúbicos de sedimentos do canal, de um total de 1,8 milhão.
Já a derrocagem vai retirar os 4 mil metros cúbicos de pedras restantes, de um total de 110 mil metros cúbicos estimados. Também estão no cais as barcaças Petrax 1 e Petrax 2, que vão remover o material dragado. Com as obras, o canal passará a ter 14 metros de profundidade e a bacia de evolução (local de manobra dos navios) terá 13,5 metros. Isso vai permitir a passagem de embarcações com calado (distância da lâmina de água até o ponto mais fundo do navio) de 12,5 metros. Assim, as embarcações poderão entrar no porto com até 70 mil toneladas de carga, aumento de 40% em relação à atual capacidade.
A obra, que será paga pela União, vai custar R$ 120 milhões e será executada pelo consórcio Dratec- Etermar-Rohde Nielsen. Iniciadas em maio de 2012, as obras começaram com um orçamento de R$ 85,6 milhões. Porém, a empresa responsável alegou que o valor seria insuficiente e as obras, prometidas para dezembro de 2013, foram paralisadas. Um novo orçamento foi autorizado em novembro de 2015 pelo então ministro dos Portos, Helder Barbalho.
À época, ele afirmou que até o dia 3 de outubro deste ano toda a obra estaria finalizada, data que foi confirmada por Quintella.