As companhias de aquisição de dados levantaram 113,1 mil km de sísmica 2D e 12,8 mil km² de sísmica 3D no Brasil em 2016. Na comparação com 2015, os valores representam um aumento de 5% em relação à extensão das sísmicas 2D e uma alta de 2% na comparação com os levantamentos 3D.
As informações estão nos dados estatísticos do setor consolidados anualmente pela ANP, publicados na segunda-feira (3/7). Na comparação com o perãodo de 2009 a 2014, os números representaram queda. Nesses seis anos, a média de sísmica 2D levantada por ano foi de 553,4 mil km, enquanto a média anual de campanhas 3D ficou em 223,8 mil km².
Tudo indica, no entanto, que o cenário pode melhorar em 2017. Somente nos quatro primeiros meses deste ano a ANP aprovou 18 pedidos para campanhas sísmicas no Brasil. Para efeito de comparação, em todo o ano de 2016 foram emitidas 31 autorizações.
Confirmando a tendência dos últimos dez anos, no ano passado a maior parte dos levantamentos 2D e 3D estava concentrada em campanhas não exclusivas. Elas foram responsáveis por 22 mil km e 17,4 mil km² do total de dados adquiridos. O único ano na última década em que tal tendência não foi confirmada foi 2011, quando foram levantados 7,7 mil km de sísmica 2D contratada e apenas 5,7 mil km de dados exclusivos.
Perfuração no nível mais baixo desde 2008
Apesar do aumento nos levantamentos sísmicos, os dados consolidados da ANP confirmaram que as atividades de perfuração no Brasil em 2016 ficaram no nível mais baixo dos últimos dez anos. Ao todo, o país recebeu 259 novos poços no ano, diminuição de 62% em relação aos 665 poços de 2015.
Do total, 179 poços foram perfurados em terra e 80 no mar. O país encerrou 2016 com apenas seis descobertas onshore, metade da quantidade do ano anterior e quase um quarto das 42 registradas em 2007.
Não houve poços pioneiros no offshore no ano passado e, portanto, não ocorreram descobertas marítimas. Em 2010, por exemplo, foram 33 descobertas offshore, maior número registrado nos últimos dez anos.