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Clippings - 28/01/22

Sobe número de casos de Covid-19 em plataformas

Entidades sindicais afirmam que, em reunião nesta quinta-feira (27), Petrobras confirmou existência de cerca de 1.500 trabalhadores contaminados pela doença em plataformas offshore.

Entidades sindicais afirmam que, em reunião nesta quinta-feira (27), o grupo de Estrutura Organizacional de Resposta (EOR) da Petrobras confirmou a existência de cerca de 1.500 trabalhadores próprios contaminados pela Covid-19 nas unidades da companhia em todo o país. Representantes da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e sindicatos filiados presentes à reunião receberam informação de que são 1.363 confirmados em diferentes situações e 121 deles na ‘triagem positiva’ — quando o teste é feito pela empresa antes do embarque e antes do início dos turnos. A explosão de casos de contaminação por Covid-19 nas unidades da petroleira foi causada pelo avanço da variante Ômicron.

Do total de casos confirmados, 900 estão no estado do Rio de Janeiro, sendo 548 no Norte Fluminense, onde está a maior parte das plataformas de petróleo (unidades offshore). Em seguida, vem São Paulo, com 110 casos confirmados, Espírito Santo (88) e Bahia (70). De acordo com a FUP, no último dia 15 de dezembro, havia 19 casos confirmados de contaminação por coronavírus na empresa. A federação atualizou que permanece em 59 o total de óbitos desde o começo da pandemia e que três trabalhadores estão hospitalizados.

Os petroleiros reclamam de demora no processo de desembarque dos trabalhadores suspeitos e confirmados de Covid-19 nas plataformas offshore. Os números apresentados pela Petrobras indicam que 195 trabalhadores estão desembarcando das plataformas nesta quinta-feira (27), número acima da média da última semana de 173 desembarques sanitários por dia. “Entendemos toda a problemática da logística, mas o fato é que a prática está se revelando ineficaz”, afirmou o diretor de segurança, meio ambiente e saúde da FUP, Antonio Raimundo Teles.

Os sindicatos reivindicam encontros permanentes entre as partes para o monitoramento conjunto da pandemia, diante da explosão de casos decorrente do avanço da variante Ômicron. A categoria informou que esta foi a segunda reunião, este ano, entre sindicalistas e a equipe de EOR da Petrobras. Na reunião de hoje, o responsável de logística offshore da Petrobras, Alex Murteira Celem, disse que a empresa está ampliando a frota de helicópteros para agilização dos desembarques nas unidades marítimas.

A promessa é de contratação de quatro aeronaves, duas delas para serem utilizadas imediatamente e as demais entrando em operação no dia 5 de fevereiro. Na ocasião, o representante da Petrobras ressaltou que a logística é complexa e necessita ser conciliada com o total de vagas sanitárias em hotéis. Ele acrescentou que 22 pilotos e copilotos foram afastados do trabalho por contaminação por Covid-19.

Procurada pela Portos e Navios, a Petrobras informou que, até a última quarta-feira (26), havia cerca de 1.400 casos confirmados de Covid-19 na empresa, entre seus quase 40.000 empregados. “No momento, observa-se o aumento dos casos de Covid-19 em todo o Brasil e esse aumento de incidência no país tem reflexo também na indústria de petróleo e gás. Todos os novos casos confirmados na companhia são assintomáticos ou com sintomas leves. Não há impacto significativo nas operações em razão de afastamentos de colaboradores contaminados”, informou a Petrobras em nota.

A empresa ressaltou que suas atividades operacionais são desempenhadas de forma segura e de acordo com rigorosos padrões de segurança e protocolos de saúde, entre os quais: testagem; distanciamento físico; uso obrigatório de máscaras; procedimentos de higienização e limpeza de mãos, ambientes e equipamentos; adequação de efetivo; isolamento imediato e desembarque dos casos suspeitos e seus contactantes.

A Petrobras confirmou que está aumentando a sua frota de aeronaves para garantir o desembarque dos casos positivos em suas unidades no menor prazo possível. “A companhia monitora continuamente, tanto os indicadores internos como externos, e ajusta suas medidas quando necessário, avaliando constantemente o uso racional de recursos, e mantendo sempre rigorosos padrões em prol da segurança dos colaboradores”, frisou a empresa.

Fonte: Revista Portos e Navios