
A Petrobras assina até o final deste mês o contrato de afretamento do navio-sonda Laguna Star, que irá operar dedicado exclusivamente ao projeto do BM-S-11, no cluster da Bacia de Santos. As diretorias da Shell e a da Petrogal – sócias da petroleira brasileira no consórcio BM-S-11 – aprovaram a contratação do equipamento da Constellation, e a formalização do acordo depende, agora, apenas de burocracias contratuais.
O afretamento da sonda foi aprovado pela Petrobras no início de junho e encaminhado para apreciação dos sócios do consórcio em seguida. O navio-sonda foi ofertado pela Constellation em uma licitação da Petrobras que exigia uma unidade para operação em lâmina d água de 2,4 mil m. Os envelopes comerciais foram abertos no fim de março.
A Constellation cotou o Laguna Star por US$ 160 mil de taxa diária. A proposta superou as ofertas da Transocean/Ocean Rig, Ensco, Seadrill e Petroserv, que apresentaram taxas maiores – algumas superando a marca de US$ 200 mil/dia.
O Laguna Star deverá entrar em operação em novembro, ficando sob contrato por dois anos firmes, com possibilidade de extensão pelo mesmo período. Optando pela extensão, a Petrobras e a Constellation poderão renegociar a taxa de afretamento, conforme previstos nos termos contratuais.
A assinatura do contrato marcará a volta da Constellation à carteira de sondas da Petrobras. O grupo brasileiro manteve, por anos, seis unidades de perfuração operando simultaneamente para a petroleira, mas teve seu último contrato finalizado em 2018.
O Laguna Star realiza, no momento, campanha para a Enauta no campo de Atlanta, também na Bacia de Santos, e será remanejado para a área do BM-S-11 – onde fará campanhas de desenvolvimento – assim que o trabalho for concluído.
Até maio do ano passado, o ativo contava com duas sondas da antiga Ocean Rig operando com dedicação exclusiva: a Ocean Mykonos e a Ocean Corcovado.
Fonte: Revista Brasil Energia