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Clippings - 26/08/21

Solstad de olho no mercado de eólica offshore

Embarcação instalando eólica offshore (Créditos: DNV)
Embarcação instalando eólica offshore (Créditos: DNV)

Solstad Offshore está empenhada em aumentar suas atividades na área de eólica offshore, informou o CEO da companhia, Lars Peder Solstad, em relatório sobre o segundo trimestre deste ano, divulgado na quarta-feira (25/8). De acordo com o executivo, essa estratégia será benéfica tanto para a indústria de renováveis quanto para a de petróleo e gás, uma vez que essas duas áreas, geralmente, estão procurando as mesmas embarcações.

“Se combinarmos isso com os poucos (ou nenhum) novos navios entrando no mercado num futuro previsível (exceto para aqueles navios especialmente construídos para apoio a parques eólicos), ficarei muito surpreso se não virmos um efeito positivo na utilização e, posteriormente, no nível das taxas daqui pra frente. Isso poderá acontecer já no ano que vem, se fortalecendo nos anos seguintes, à medida que as atividades eólicas offshore e de petróleo e gás continuem a aumentar”, afirmou Lars, no relatório.

Esse cenário já pode ser visto na demanda por CSVs, que serve tanto para os operadores de O&G quanto para os operadores de renováveis. Neste último, a Solstad estima que o número de turbinas eólicas instaladas atualmente deverá dobrar nos próximos anos.

A companhia também prevê um aumento na demanda por plataformas de perfuração a partir de 2022, algo que deverá impulsionar a busca por embarcações do tipo AHTSs e PSVs, principalmente nas áreas estratégicas da Solstad (Mar do Norte, Austrália e Brasil).

No país, o armador norueguês assinou dois contratos no segundo trimestre: o primeiro com a Shell, que renovou o contrato do PSV Normand Starling por mais dois anos, e o segundo com a Enauta, que contratou o AHTS Normand Turmalina por um período firme de 18 meses.

No final do segundo trimestre e início do terceiro, a Solstad fechou mais dois contratos: um com a Shell, que afretou o PSV Normand Swift por um período de 2 anos e 9 meses, e outro com a Petrobras, para a operação do CSV Normand Flower durante três anos.

Ao redor do mundo, a companhia afirma que a sua frota ativa aumentou de 75 para 80 navios no segundo trimestre, sendo todas as reativações feitas com base em novos contratos. Como parte de sua estratégia, a Solstad está se desfazendo de algumas embarcações antigas e menores, de modo que outras mais modernas sejam adquiridas.

Por fim, a companhia reportou uma receita de NOK 1,2 bilhão no segundo trimestre deste ano, redução de 5,1% ante o mesmo período no ano passado (NOK 1,3 bilhão). O prejuízo sem contar os impostos foi de NOK 260 milhões, 67% menor em comparação ao prejuízo do mesmo período em 2020 (NOK 797 milhões).

De acordo com o boletim da Abeam referente ao mês de junho, a Solstad possui seis embarcações no país, sendo três AHTSs (BOS Turmalina, BOS Turquesa e Normand Topázio), dois PSVs (Normand Starling e Normand Swift) e um RSV (Normand Poseidon).

Fonte: Revista Brasil Energia