Navio-sonda, que vinha sendo negociado pela Total Brasil, irá operar no país vizinho, contratado pela Total Guiana.
O DS-9, navio-sonda da Ensco, deixou na semana passada a Cidade do Cabo, na África do Sul, com destino à Guiana Francesa, onde fará sua campanha de estreia para a Total Guiana. O programa de trabalho prevê a perfuração de um poço exploratório em águas profundas, com duração de cerca de quatro meses.
A expectativa é de que a sonda chegue à locação na segunda semana de dezembro. Desse modo, o início da campanha está sendo projetado para a janela entre o fim de dezembro e o início de janeiro.
A campanha da Guiana marcará o primeiro trabalho da sonda DS-9. O navio-sonda foi construído em Coreia e, há alguns meses, estava parada em Singapura à espera de um contrato.
A sonda vem navegando por propulsão própria. A parada na Cidade do Cabo teve por objetivo finalizar o embarque da tripulação da unidade.
Lapa e Foz do Amazonas
O DS-9 vinha sendo negociado pela Ensco para atender às campanhas da Total Brasil. Inicialmente, a empresa apresentou o melhor preço com a sonda no processo da petroleira francesa para a Foz do Amazonas, mas, como a licença ambiental segue indefinida, a contratação acabou sendo engavetada.
Em uma segunda iniciativa mais recente, a empresa de sondas voltou a ofertar o DS-9 na consulta para a campanha de Lapa, na Bacia de Santos, tendo novamente ofertado a melhor taxa diária. Na ocasião, a Ensco teria apresentado uma taxa de cerca de US$ 200 mil/dia, mas embora tenha sido o melhor preço, oficialmente as duas empresas não chegaram a fechar nenhum acordo formal.
Apesar de não ter acertado a contratação da sonda, fontes consultadas pela BE Petróleo informaram que o planejamento da petroleira no Brasil é iniciar a campanha de perfuração no Brasil pela Bacia de Santos. A campanha no campo de Lapa prevê a perfuração de pelo menos três poços, no prazo de um ano.
No mercado, a avaliação é de que, apesar das incertezas, a Ensco segue apostando na possibilidade de contratação da DS-9 para o Brasil. Dessa forma, a empresa planejaria manter a unidade por perto até o possível fechamento do contrato.
O campo de Lapa é operado pela Total é produz atualmente 37,7 mil barris/dia de óleo e 1,3 milhão de m3/dia de gás.
Fonte: Revista Brasil Energia