As taxas de afretamento de sondas de águas profundas no mercado internacional podem estar caminhando para patamares inferiores a US$ 300 mil, pelo menos nos contratos de curto prazo. Com a demanda em baixa, a Odfjell fechou nesta semana contrato com a petroleira VietGazprom para o afretamento do navio-sonda Deepsea Metro I no valor total de US$ 40 milhões, pelo prazo de 20 semanas. O contrato aponta para uma taxa diária de cerca de US$ 280 mil.
O Deepsea Metro I estava parado sem contrato desde dezembro. A unidade está posicionada na África do Sul e, em breve, iniciará sua mobilização para o Vietní.Construído em 2011, sob projeto da Gusto, o Deepsea Metro I é similar ao Deepsea Metro II, unidade afretada pela Petrobras em 2011 para operar na Bacia de Sergipe-Alagoas, por uma taxa diária de US$$ 481 mil. Com o mercado em baixa e tendo que reduzir custos, a petroleira brasileira não irá renovar o contrato da sonda da Odfjell no Brasil.
Diante da grande disponibilidade de sondas de águas profundas no mercado – as estimativas são de que existam hoje mais de 60 unidades sem contrato, entre paradas e em construção – os valores das taxas diárias dos poucos contratos firmados recentemente vem caindo. Enquanto nos últimos anos as taxas de equipamentos desse porte giravam entorno de US$ 580 mil a US$ 600 mil pouco tempo, os valores médios praticados no último semestre de 2014 já indicavam taxas ao redor de US$ 450 mil a US$ 500 mil.
O patamar de preço ao redor de US$ 300 mil para os contratos de curto prazo tende a se fixar como nova média, uma vez que outros afretamentos começam a ser negociados com base nesse valor. Na avaliação de alguns executivos do setor, os novos preços demonstram que a baixa do mercado de perfuração ainda não se estabilizou.
Com a redução da atividade exploratória por conta da queda no preço do barril do petróleo, muitas petroleiras não só deixaram de contratar novas unidades como também estão dispensando parte de sua frota de sondas. Algumas petroleiras têm optado por renegociar as taxas diárias com as empresas de perfuração, enquanto empresas de perfuração adiam seus cronogramas de construção de sondas em curso.