SS Amazônia chega à Baía de Guanabara para iniciar preparativos de sua viagem para operação na Ásia
Depois de mais de três anos parada no Brasil sem contrato, a semissubmersível SS Amazônia deverá operar fora do país. A sonda, que pertenceu à antiga Schahin e hoje é controlada pelo banco chinês ICBC, será remanejada para a China em meados de novembro, com vistas a um contrato que está sendo negociado com um operador local.
Ao que tudo indica, a negociação está sendo feita com a CNPC. A SS Amazônia chegou nesta quinta-feira (18/10) à Baía de Guanabara, onde ficará fundeada até a sua saída.
A sonda será transportada para China via dry-tow e o tempo de viagem é estimado em cerca de 30 dias. A unidade estava parada no Porto do Açu desde o final do ano passado, juntamente com a outra unidade do grupo, a SS Pantanal, que permanece no local.
Tanto a Amazônia quanto a Pantanal operavam para a Petrobras, mas tiveram seus contratos rescindidos em maio de 2015, pouco tempo depois de o escândalo de corrupção da operação Lava-Jato vir a tona, envolvendo o nome da antiga Schahin. Após afundar em uma grave crise financeira, o grupo brasileiro passou por uma reestruturação, trocou de nome e teve as duas sondas confiscadas pelo banco chinês.
Desde então, todo o trabalho de gerenciamento e manutenção das duas unidades vem sendo feito pela Bambu. Com a ida da SS Amazônia para a China, o banco ICBC contratará um operador local.
A SS Pantanal segue parada no Porto do Açu sem contrato. A Bambu vem tentando conseguir um contrato de afretamento para o equipamento no Brasil.
Fonte: Revista Brasil Energia