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Clippings - 29/04/19

Spectrum e TGS voltam à Zona Econômica Exclusiva

Empresas interrompem temporariamente campanha sísmica em águas internacionais para focar em blocos da 16ª rodada da ANP

A Spectrum e a TGS interromperam, nesta semana, a campanha sísmica que vinham realizando em águas internacionais para focar em blocos dentro da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) brasileira que serão ofertados na 16ª rodada de concessões da ANP, em outubro deste ano.

O navio Hai Yang Shi You 720, da China Oil Field Services (COSL) irá, agora, adquirir cerca de 5 mil km² de dados em lâminas d’água de 2,5 mil m e 3 mil m, na porção sul de Santos. O tempo previsto para a atividade na ZEE é de 120 dias.

As empresas utilizam o Porto do Rio de Janeiro para as operações de apoio à atividade sísmica, como embarque de suprimentos e equipamentos, abastecimento de óleo combustível e desembarque de resíduos.

Os trabalhos em águas internacionais – que serão retomados após os trabalhos dentro da ZEE – envolvem a aquisição de cerca de 15 mil km² de dados 3D. A Spectrum a TGS acreditam que a região tem potencial para novas descobertas na camada pré-sal.

Conforme publicado pela BE Petróleo, o governo brasileiro estuda incluir na 17ª rodada da ANP – que está programada para 2020 – áreas ultraprofundas das bacias de Campos e Santos, localizadas a mais de 200 milhas náuticas da costa.

“Estamos vislumbrando um espelho do pré-sal (…) aqui em frente [a Macaé] ,que tem outra riqueza, dando tchauzinho ali para gente” , declarou o secretário de Petróleo e Gás do MME, Márcio Félix, no mês passado

De acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), formalizada em 1982, os países têm soberania sobre uma faixa de 200 milhas náuticas (370 km) a partir da costa – a chamada Zona Econômica Exclusiva (ZEE). O tratado prevê, no entanto, a possibilidade de estender essa área, desde que se comprove a continuidade natural de sua plataforma continental.

A Marinha do Brasil se refere à região que compreende a ZEE e a extensão da plataforma continental brasileira pleiteada junto à ONU como “Amazônia Azul”, tendo em vista o potencial de exploração de recursos naturais associado na área.

Fonte: Revista Brasil Energia