A Spectrum iníciou uma nova campanha sísmica multicliente na Bacia Potiguar. O levantamento de dados 2D cobrirá uma área de 6 mil km e será uma extensão do levantamento feito pela companhia na região em 2013, que cobriu 12 mil km. Até o momento, a companhia já levantou 110 km de dados 2D e 11,3 mil km² de dados 3D na Margem Equatorial brasileira.
A nova campanha na região cobrirá a descoberta de Pitu, a primeira em águas profundas na bacia. Pitu está localizada no bloco POT-M-855 e atualmente está em fase de avaliação, com prazo até agosto de 2021. Um poço de extensão perfurado no final de 2015 confirmou indícios de petróleo na área.
“A Bacia Potiguar tem uma longa história de exploração, sendo que a parte onshore tem o maior campo produtor do Brasil, ativo desde 1951. Agora, com a recente descoberta de Pitu, em águas profundas, nossa campanha abrirá mais oportunidades para a indústria explorar a área a partir das próximas rodadas de licitações programadas”, comentou Richie Miller, vice-presidente executivo para levantamentos multicliente nas Américas da Spectrum.
O levantamento utilizará cabos de 10 mil m e será processado em Houston (EUA), no centro de processamento da Spectrum, com a utilização de tecnologias PSTM, PSDM e Broadband. A expectativa é que a campanha esteja pronta para ser oferecida ao mercado no último trimestre de 2017.
Atualmente, a Bacia Potiguar tem oito blocos sob concessão em sua parte marítima e onze no onshore. As áreas são operadas por ExxonMobil, Ecopetrol, Sonangol, Petrobras (7), Imetame (2), Norteoleum (4) e Geopark (3). Desde 2004, a ANP autorizou 29 levantamentos de dados não exclusivos na bacia, dos quais cinco foram campanhas de dados sísmicos 2D, mas nenhuma de dados 3D.
Em 2016, a Spectrum foi autorizada pela agência a iniciar três campanhas de levantamento de dados no Brasil, sendo uma na Foz do Amazonas, uma que abrangia as bacias de Ceará e Barreirinhas e uma na Bacia de Sergipe-Alagoas.