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Clippings - 15/06/20

Starnav recebe oitavo rebocador

A Starnav recebeu do estaleiro Detroit o rebocador Starnav Alpha, que vai operar no Porto de Rio Grande (RS). Esta é a oitava e última unidade da série de rebocadores azimutais do tipo escort tug de 80 toneladas de bollard pull construídos pelo estaleiro Detroit em Itajaí (SC).

Além de chamar atenção pela sua potência, destaca-se seu elevado nível de automação (ABCU – Automatic Bridge Centralized Control Unmanned), sistema de combate a incêndio externo FIFI 1, guincho de proa render-recovery e sistema de rádio comunicação GMDSS A3. 

Todas as oito embarcações entraram em operação nos principais portos brasileiros durante os últimos 10 meses e sua construção contou com financiamento do Fundo da Marinha Mercante (FMM), tendo o BNDES como agente financeiro.

A Starnav tem também uma encomenda para a construção de mais quatro rebocadores do mesmo tipo no estaleiro catarinense. A empresa destaca que as encomendas reforçam seu comprometimento com o mercado do apoio portuário brasileiro.

Thyssenkrupp adquire estaleiro Oceana

A thyssenkrupp Marine Systems — com sede em Kiel, na Alemanha — assinou contrato para aquisição do estaleiro Oceana (Itajaí/SC), da Aliança S.A., pertencente ao Grupo CBO. O acordo cria a base inicial para a construção das fragatas da Classe Tamandaré para a Marinha do Brasil, bem como para maior crescimento da empresa no país. A operação está sujeita à aprovação das autoridades antitruste e à entrada em vigor oficial do contrato das fragatas. A aquisição será, então, executada por meio da subsidiária brasileira thyssenkrupp Marine Systems do Brasil. Por acordo, o valor da transação não será divulgado.

“Mesmo em tempos difíceis como estes, seguimos com determinação e permanecemos fortemente ao lado dos nossos clientes. Com o Oceana, temos uma excelente infraestrutura para a construção da fragata mais moderna do país para a Marinha do Brasil. A aquisição destaca nosso compromisso com o Brasil e será um fator econômico importante, especialmente nos dias de hoje. O estaleiro também nos oferece a perspectiva de assumirmos encomendas de outros clientes, não só localmente, mas também em outros países da América do Sul”, afirma Rolf Wirtz, CEO da thyssenkrupp Marine Systems.

O estaleiro Oceana foi criado em 2013 para a produção de navios de apoio offshore de alta qualidade e tecnologia e é ideal para projetos de grande dimensão. Nos próximos dois anos, serão recrutados 800 trabalhadores locais apenas para o projeto da classe Tamandaré. Isso significa que podem ser construídos no Brasil navios de alto valor agregado nacional. A entrega dos navios está prevista para o período entre 2025 e 2028. A Águas Azuis é uma sociedade de propósito específico estabelecida pela thyssenkrupp Marine Systems (líder), com a Embraer Defesa & Segurança e a Atech e será responsável pela execução das quatro fragatas.

A thyssenkrupp Marine Systems, com cerca de seis mil funcionários, é uma das principais empresas navais do mundo e fornecedora de sistemas na construção de embarcações subaquáticas e de superfície, bem como em eletrônica naval e tecnologia de defesa. A empresa salienta que pretende manter o compromisso com índices de conteúdo local. A Marinha afirma que o conteúdo local desse projeto está garantido, com construção em estaleiro nacional e geração de empregos. “Não há risco de diminuição no conteúdo local nas fragatas classe Tamandaré, uma vez que os índices estão estabelecidos em contrato. O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) é parceiro da Marinha na garantia de que se atinja os valores previstos nos navios”, informou a força naval. A Marinha pré-estabeleceu índices de conteúdo local para as quatro fragatas previstas: 30% para o primeiro navio e 40% para os demais.

O programa prevê a transferência de tecnologia e a capacitação de empresas e da força naval brasileira. Trata-se de tecnologia dominada por poucos países e cuja incorporação ao espectro tecnológico nacional representa importante passo, garantindo independência na manutenção adaptativa e evolutiva dos atuais e futuros meios navais e com importantes reflexos em aplicações na indústria nacional.

Do ponto de vista da construção dos navios, a Marinha destaca a incorporação das modernas técnicas de planejamento e conceitos de construção naval, aplicadas no projeto da consagrada classe Meko de navios de guerra, e sua absorção e incorporação por um estaleiro em território nacional, com emprego de mão de obra nacional e reflexos na manutenção da indústria.

Fonte: Revista Portos e Navios