A Statoil assumiu a operação dos blocos BM-ES-40 (ES-M-529) e BM-ES-41 (ES-M-531), ambos em águas rasas da Bacia do Espírito Santo. As áreas, que antes eram operadas pela Perenco (40%), com participação da OGX (50%) e Sinochem (10%), agora serão operadas pela Statoil (50%) em parceria com a Perenco (50%).
Atualmente, está sendo conduzido nos blocos o Plano de Avaliação da Descoberta (PAD) do poço 1-PERN-4-ESS, batizado de Dendê. O PAD é válido até dezembro de 2019 e prevê como compromissos firmes duas perfurações, uma sísmica 3D broadseis, reprocessamento dos dados sísmicos pré-existentes, interpretação sísmica e modelagem geológica. Como compromissos contingentes, há dois testes de formação a poços revestidos (TFR).
O poço Dendê 1 teve a perfuração realizada em lâmina d’água de 1.748 m, entre julho e agosto de 2013, e foi concluído com 4.989 m de profundidade. Houve uma descoberta de gás e petróleo em julho de 2013.
Com o BM-ES-40 e o BM-ES-41 sob operação da Statoil, a petroleira norueguesa agora tem participação em dez dos 12 blocos offshore sob concessão atualmente na Bacia do Espírito Santo.
As áreas são vizinhas ao bloco ES-M-527, onde foi feita a descoberta de São Bernardo. O bloco é operado pela Petrobras e também conta com a participação da Statoil. Na região, também estão as descobertas de Indra e Arjuna, que se estendem do ES-M-527 ao ES-M-594. A norueguesa optou por entrar no consórcio de Indra em 2014, com a compra de 25% da Vale na concessão, com a ideia de integrá-la à descoberta de São Bernardo e criar sinergias com oito blocos da 11ª rodada, contratados pela Petrobras e pela Statoil na mesma região.
A previsão é que São Bernardo permaneça em avaliação até 2020, enquanto os estudos em Indra devem se estender até 2021.