A Statoil iniciou a execução da fase II do campo de Peregrino, na Bacia de Campos. O objetivo é desenvolver a área Sudeste do campo, com a instalação de uma nova plataforma fixa na área, além da perfuração de 22 novos poços, sendo 15 produtores e sete injetores.
A petroleira norueguesa conseguiu uma redução de 35% nos custos em relação à primeira fase de desenvolvimento da área, por meio de estudos técnicos que resultaram em soluções padronizadas de engenharia, melhoria no perfil da produção, simplificação do design dos poços e otimização do desempenho durante a perfuração. Além disso, a simplificação e padronização das instalações também contribuiu para a redução. O break-even do projeto passou de US$ 70 ao final de 2014 para menos de US$ 45 atualmente.
De acordo com Paal Eitrheim, presidente da Statoil no Brasil, o conceito do projeto continua o mesmo, mas foi otimizado para que os poços da próxima fase do campo apresentem um ganho de eficiência em relação às primeiras perfurações. “Aprendemos muito na primeira fase. Para cada poço perfurado, temos a experiência do poço anterior, o que leva a uma melhoria significante na eficiência da perfuração”, afirmou Eitrheim.
A nova fase vai adicionar 250 milhões barris às reservas recuperáveis da área, que tem um óleo de 14º API, o segundo mais pesado já produzido no Brasil. A operação no campo foi iniciada em abril de 2011 e em 2013 a produção atingiu o patamar de 100 mil b/d. A companhia informou que lançará em breve a concorrência para a contratação da WHP e dos outros bens e serviços da nova fase. A previsão é de que a produção comece em 2020.
“Estamos saindo da primeira fase de engenharia, entrando no detalhamento e então fecharemos os primeiros contratos”, explica o presidente da companhia.
De acordo com a empresa norueguesa, Peregrino tem reservas para produzir até 2050. O campo é operado pela Statoil com 60% de participação, em parceria com a Sinochem (40%).