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Clippings - 20/06/17

Statoil investe na automatização de perfurações

A Statoil é a primeira petroleira a usar tecnologias de automatização de perfurações. A companhia investe em pesquisas no segmento há 10 anos e começou a testar a tecnologia em perfurações exploratórias no Mar de Barents.

De acordo com a empresa, a automatização poderá reduzir o tempo de perfuração em até 20% até 2020. A tecnologia é derivada das pesquisas em digitalização da petroleira.

“Nós ainda estamos vendo apenas o início de oportunidades de inovações oferecidas pela digitalização. Pense nas possibilidades que teríamos se todos os nossos dados sísmicos fossem analisados por inteligência artificial”, comentou Elisabeth Kvalheim, Chief Technology Officer da companhia.

A Statoil também pretende aplicar soluções de digitalização para reduzir as emissões de CO2. A expectativa é chegar a 2020 com um quarto dos fundos de pesquisa direcionados para estudos sobre redução das emissões e novas soluções energéticas.

Nos próximos três anos a petroleira quer investir até US$ 240 milhões (NOK 2 bilhões) em novas tecnologias digitais. O CEO da Statoil, Eldar Sætre, defende que a digitalização, aliada à padronização e à uma cultura de melhoria contínua ajuda na redução de custos.

“A digitalização pode ajudar a melhorar a segurança das nossas operações, tanto pela melhor base para tomada de decisão com base em dados, quanto por meio da redução de exposição em operações de risco”, afirma o CEO.

No mês passado, a petroleira anunciou a criação de um novo centro digital, com o objetivo de coordenar e gerenciar os esforços no segmento em toda a companhia. O centro contará com unidades de análise de dados, inteligência artificial e aprendizagem de máquinas.

Foram delineados sete programas que serão implementados na empresa para ampliar a digitalização, entre eles um segmento para análise de dados submarinos, com o objetivo de melhorar o acesso aos dados e as ferramentas analíticas offshore, além de uma área de segurança e sustentabilidade, focada na redução de riscos e na aprendizagem com os acidentes já ocorridos.

A petroleira não detalhou quais das iniciativas serão aplicadas no Brasil. Atualmente, a Statoil opera no Brasil o campo de Peregrino, na Bacia de Campos, além de oito blocos, sendo um em campos, um em Santos e um seis no Espírito Santo. Entre as áreas há blocos com descobertas que têm uma uma parcela importante de gás no desenvolvimento, as áreas de Pão de Açúcar, no bloco BM-C-33 da Bacia de Campos, e Carcará, no bloco BM-S-8 da Bacia de Santos.