A Statoil vai direcionar US$ 1,5 bilhão para atividades de exploração em 2017. O valor representa uma queda de 21% em relação aos US$ 1,9 bilhões registrados como valor ajustado das atividades exploratórias de 2016. Apesar da queda, a petroleira já indicou que pretende completar 30 poços exploratórios em 2017, aumento em relação aos 23 de 2016.
De acordo com a companhia, ao longo do ano foi possível melhorar o break even para os ativos previstos para entrar em produção até 2022, que agora está na média de US$ 27/boe e têm uma taxa média de retorno de 25%, levando em consideração o preço do barril a US$ 70. Ao todo, a petroleira tem 3,2 bilhões de boe em recursos recuperáveis nesses ativos.
Recentemente, a Statoil ampliou seus ativos exploratórios no Brasil, com a aquisição da participação da Petrobras no bloco BM-S-8, onde foi feita a descoberta de Carcará. A companhia também passou a operar os blocos BM-ES-40 e BM-ES-41, na Bacia do Espírito Santo, onde é avaliada a descoberta de Dendê.
Além destas áreas, a Statoil também tem participação no Brasil oito blocos exploratórios na Bacia do Espírito Santo, um na Bacia de Campos e uma na Bacia do Jequitinhonha. A companhia tem apenas um campo no país, a área de Peregrino, na Bacia de Campos. O valor do total dos ativos brasileiros ao final de 2016 era de US$ 5,3 bilhões, aumento de 51% em relação aos US$ 3,5 bilhões que a empresa tinha no país ao final de 2015.
A petroleira teve prejuízo de US$ 2,9 bilhões no ano de 2016, frente às perdas de US$ 5,2 bilhões de 2015. A receita acumulada em 2016 foi de US$ 45,7 bilhões, diminuição de 21% em relação aos US$ 57,9 bilhões faturados no ano anterior.