O presidente do estaleiro STX, de Niterói (RJ), Miro Arantes, revela que a empresa vive excelente fase. Hoje 51% de seu capital pertencem à coreana STX, grupo que fatura US$ 27 bilhões por ano e que participará da implantação do Promar Ceará, junto com o grupo brasileiro PJMR, do qual participam Miro, o presidente do Sinaval, Ariovaldo Rocha, e ainda Jorge Ferraz e Paulo Haddad.
O STX tem encomendas de oito unidades, no valor de US$ 700 milhões. O estaleiro, que é o antigo Promar, tem 1.500 empregados diretos e 300 terceirizados. O próximo evento será o lançamento de um barco de apoio, em julho, e em seguida, será lançado o navio mais caro do Brasil, um barco de apoio de US$ 190 milhões encomendado pela DOF, empresa brasileira de capital norueguês.
– O que encarece esse navio são seus equipamentos robóticos, de apoio à prospecção de petróleo. Só de cabos elétricos o barco tem 300km em seu interior – diz Miro.
Apesar dessa sofisticação, Miro esclarece não se tratar de barco científico, mas barco de apoio. É que alguns especialistas tentam incluir barcos sofisticados como unidades científicas, que estariam isentas de prioridade à navegação brasileira. Segundo Miro, barcos científicos são como o Calypso, de Jacques Costeau, e os barcos de apoio sofisticados são puramente barcos de apoio, incluídos na proteção à bandeira brasileira.
Empresa que deseje usar um barco de apoio precisa circularizar, ou seja, perguntar ao mercado se há unidade brasileira disponível e só no caso de ausência é que pode trazer barco estrangeiro.