Danielle Coutinho/Divulgação Porto de Suape
Em 2020, porto registrou acréscimo de 63 operações nos novos berços homologados para esta operação. Estudos realizados pela USP indicam viabilidade das operações em mar aberto.
O complexo de Suape está com boas expectativas para aumento das operações ship-to-ship nos próximos anos. A administração do porto aposta na maior oferta de berços em condição de realizar operações dessa modalidade, o que contribuiu para que Suape apresentasse crescimento de 4,4% no número dessas operações. Com a disponibilização dos píeres do cais de múltiplos usos (CMU), PGL 2 (Píer de granéis líquidos), PGL (Píer de granéis líquidos) 3B, Cais 5, Cais 1, e mais um processo para homologação do Cais 4, Suape considera oferecer opções competitivas para usuários desse tipo de operação. Atualmente, porém, a Petrobras vem desenvolvendo outras alternativas com o Porto de Itaqui (MA), utilizando um contrato que inclui uma dutovia para transbordo entre berços.A administração de Suape observa que a operação ship-to-ship requer condições meteoceanográficas mais adequadas, as quais poucos portos atendem. “Em 2020, tivemos acréscimo de 63 operações nos novos berços homologados para esta operação, no CMU, Cais 1 e Cais 5. Para 2021, o número deve permanecer na mesma cifra de 2020”, destacou o diretor de gestão portuária do Porto de Suape, Paulo Coimbra.
O diretor de gestão portuária contou que houve avanços nos estudos para operações em mar aberto. Coimbra disse que os estudos realizados pela Universidade de São Paulo (USP), mediante convênio, estão indicando a viabilidade das operações, considerando uma área na isóbata de 30 metros, encontrada de forma natural a cerca de seis milhas náuticas.
“Os detalhes operacionais seguem sendo alvo de análises, assim como as funcionalidades que o Porto de Suape atenderá à operação, e definição tarifária”, explicou. As embarcações estudadas são os VLCCs, com capacidade de 2.000.000 de barris, e os navios recebedores serão os Suezmax, com capacidade de 1.000.000 de barris.
Fonte: Revista Portos e Navios
