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Clippings - 13/05/24

Suape espera maturar projetos de hidrogênio nos próximos 2 anos

Complexo prevê início de operação de plataforma de pesquisa para produção de H2V em 2025 e firmou parceria que prevê para 2026 uma planta focada no mercado exportador, especialmente no abastecimento da nova linha de navios de grande porte

 O Complexo de Suape(PE) lidera o projeto de uma plataforma de pesquisa, desenvolvimento e inovação com o objetivo de desenvolver novas rotas tecnológicas para produção de hidrogênio verde (H2V). O ‘TecHub’, parceria com o Senai-PE e Senai-DN, será voltado para a implementação de projetos inovadores nas áreas e na formação de mão de obra qualificada voltada para o segmento, que está em ascensão no Brasil. O empreendimento está em fase de instalação e tem início das operações previsto para janeiro 2025, em um terreno de 1,38 hectare, a um quilômetro do edifício-sede da administração portuária local.

A diretora de inovação e transformação digital de Suape, Adriana Martin, destacou que o porto está trabalhando para se consolidar como hub de H2V na região Nordeste e que o complexo portuário e industrial adota medidas para o atendimento aos projetos eletrointensivos, sejam de logística marítima, sejam para produção de H2V.

Atualmente, existem duas plantas de hidrogênio em operação no complexo, ambas operadas pela empresa White Martins, e o produto é destinado a processos industriais. Uma delas é apontada como a primeira da América do Sul a produzir H2V em escala industrial certificado internacionalmente, em dezembro de 2022. O projeto do novo terminal de contêineres de Suape, a ser operado pela APM Terminals, prevê o uso e abastecimento de navios com combustíveis verdes. O início das operações do novo Tecon está previsto para 2026.

Já a European Energy, empresa de energia renovável, implantará no porto uma estrutura para a produção e-metanol. A empresa vai construir uma planta que deve operar no segundo semestre de 2026 focada no mercado exportador, especialmente no abastecimento da nova linha de navios de grande porte.

Adriana contou que, além dos parceiros do TecHub e da European Energy, o porto mantém diálogo com diversos players do segmento. Suape também participa da Aliança Brasileira para a Descarbonização Portuária.

O porto pernambucano coordena um dos grupos de trabalho (GT) sobre o tema com o Porto de Paranaguá (PR) e o Porto do Itaqui (MA). Além de Suape, também participam da iniciativa, o Porto de Pecém (CE); Portos do Paraná; Portos RS; Imbituba (SC); Companhia das Docas da Bahia (Codeba); Porto do Açu (RJ); Porto Sudeste (RJ); além de entidades representativas.

“Suape tem áreas disponíveis para empreendimentos, industriais e armazenagens relacionados ao H2V. A estatal portuária dispõe de prazos alinhados com as estratégias das empresas interessadas”, afirmou Adriana à Portos e Navios.

Ela ressaltou que o Porto de Suape considera os projetos H2V e seus derivados como os combustíveis do futuro. “Armazenamento de energia, transporte sustentável, aplicações industriais e exportação de hidrogênio, são algumas das oportunidades que consideramos”, acrescentou.

A diretora disse que o complexo vem recebendo investimentos em infraestrutura, como o zoneamento de áreas para produção do H2V, e em capacitação dos colaboradores envolvidos na temática. Além disso, as empresas do território estão comprometidas com o projeto da descarbonização, somando esforços para transformar essa alternativa sustentável em realidade. “Cada indústria tem os objetivos definidos, assim como as metas e orçamentos. Isso inclui o uso direto de fontes renováveis para o desenvolvimento da região” afirmou Adriana. 

Fonte: Revista Portos e Navios