“Notamos uma melhora nos termos e condições com a Petrobras, e estamos confortáveis com eles Hoje vemos que as coisas estão caminhando na direção certa para iniciar discussões com a companhia”, disse o executivo durante conferência com investidores na última semana.
Lump sum é um modelo de contrato onde o preço global cobrado pelo produto ou serviço é determinado antes da realização do projeto.
A declaração de Evans foi em resposta à pergunta de um analista sobre a disposição de a empresa participar da licitação de SURF para Libra, lançada no início do mês pela estatal.
Em 2013, durante uma conferência sobre o projeto Guará-Lula NE, o CEO da epecista norueguesa, Jean Cahuzac, afirmou que a Subsea 7 não participaria de novas licitações com esse modelo contratual no pré-sal, “a menos que os termos e condições, cronograma e perfil de risco propostos melhorassem significativamente”.
Na ocasião, a companhia anunciou que os custos do projeto ficariam entre US$ 250 milhões e US$ 300 milhões mais caros que o originalmente projetado, impactando seu resultado financeiro global.
A Subsea 7 foi uma das quatro epecistas convidadas pela Petrobras para participar do bid para o SURF do campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos, ao lado da Allseas, Heerema e McDermott.
Na semana passada, a última empresa recusou uma nova oferta da Subsea 7 pela sua aquisição, mas a escandinava declarou, na sequência, que está disposta a apresentar uma nova proposta.
“Uma combinação com a McDermott é justificada pela lógica industrial. Ficaríamos felizes de poder discutir nossa proposta com o conselho e diretoria da McDermott”, disse Cahuzac.
Caso a empresa norte-americana aceite a oferta, a licitação de Mero correrá o risco de ter, na prática, apenas dois participantes, já que, no dia 24 de abril, a Heerema anunciou que pretende descontinuar suas atividades de lançamento de linhas submarinas.
A Brasil Energia Petróleo procurou a Petrobras para saber se a companhia está reavaliando sua decisão de não convidar a Saipem, Sapura e TechnipFMC para a concorrência, mas a petroleira não quis comentar o assunto.
Fonte: Revista Brasil Energia