unitri

Filtrar Por:

< Voltar

Clippings - 02/05/18

Subsea 7 aberta a fechar novos contratos lump sum no Brasil

A Subsea 7 está aberta a fechar novos contratos lump sum com a Petrobras, de acordo com o diretor de Operações da companhia, John Evans.

“Notamos uma melhora nos termos e condições com a Petrobras, e estamos confortáveis com eles Hoje vemos que as coisas estão caminhando na direção certa para iniciar discussões com a companhia”, disse o executivo durante conferência com investidores na última semana.

Lump sum é um modelo de contrato onde o preço global cobrado pelo produto ou serviço é determinado antes da realização do projeto.

A declaração de Evans foi em resposta à pergunta de um analista sobre a disposição de a empresa participar da licitação de SURF para Libra, lançada no início do mês pela estatal.

Em 2013, durante uma conferência sobre o projeto Guará-Lula NE, o CEO da epecista norueguesa, Jean Cahuzac, afirmou que a Subsea 7 não participaria de novas licitações com esse modelo contratual no pré-sal, “a menos que os termos e condições, cronograma e perfil de risco propostos melhorassem significativamente”.

Na ocasião, a companhia anunciou que os custos do projeto ficariam entre US$ 250 milhões e US$ 300 milhões mais caros que o originalmente projetado, impactando seu resultado financeiro global.

A Subsea 7 foi uma das quatro epecistas convidadas pela Petrobras para participar do bid para o SURF do campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos, ao lado da Allseas, Heerema e McDermott.

Na semana passada, a última empresa recusou uma nova oferta da Subsea 7 pela sua aquisição, mas a escandinava declarou, na sequência, que está disposta a apresentar uma nova proposta.

“Uma combinação com a McDermott é justificada pela lógica industrial. Ficaríamos felizes de poder discutir nossa proposta com o conselho e diretoria da McDermott”, disse Cahuzac.

Caso a empresa norte-americana aceite a oferta, a licitação de Mero correrá o risco de ter, na prática, apenas dois participantes, já que, no dia 24 de abril, a Heerema anunciou que pretende descontinuar suas atividades de lançamento de linhas submarinas.

A Brasil Energia Petróleo procurou a Petrobras para saber se a companhia está reavaliando sua decisão de não convidar a Saipem, Sapura e TechnipFMC para a concorrência, mas a petroleira não quis comentar o assunto.

Fonte: Revista Brasil Energia