
A Subsea 7 espera ser contratada para o projeto de engenharia, suprimentos, construção e instalação (EPCI) do campo de Bacalhau na primeira metade deste ano, informou o CEO da companhia, John Evans, em conferência com investidores na quinta-feira (25/2). O projeto está sujeito à decisão final de investimento da Equinor.
No quarto trimestre de 2020, a Subsea 7 concluiu o FEED e as atividades de engenharia para o desenvolvimento de Bacalhau, na Bacia de Santos. Na última semana, a Equinor iniciou campanha de aquisição sísmica 3D com ocean bottom nodes no campo, conforme publicado pelo PetróleoHoje.
Além de Bacalhau, a companhia listou ainda outros projetos no Brasil como oportunidades nos próximos 12 meses: Mero 3, Búzios 6, 7 e 8, BM-C-33 (Pão de Açúcar) e contratos de PLSVs com a Petrobras. O país é uma das regiões com maior atividade de SURF e convencionais nesse horizonte, junto ao Golfo do México e Noruega.
No Brasil, a companhia está participando dos bids de Mero 3 e das extensões de PLSVs da Petrobras. Sobre as mudanças no comando da estatal, Evans declarou que não vê alterações nos cronogramas dos projetos no momento, mas que “é muito cedo desde as mudanças feitas na liderança da Petrobras”.
“Como você pode ver, há pedidos para SPS [sistemas de produção subsea] ou FPSOs sendo feitos para aqueles projetos [Mero 3 e Búzios 6, 7 e 8], então acho que provavelmente devemos ver o ritmo continuar, apesar de quaisquer mudanças na liderança sênior”, declarou.
Resultados
A companhia terminou 2020 com receita de US$ 1 bilhão no quarto trimestre e US$ 3,47 bilhões durante o ano. No período, a Subsea 7 registrou prejuízo líquido de US$ 1,1 bilhão, dos quais US$ 103 milhões foram reportados no último trimestre.
Para 2021, a Subsea 7 deve executar US$ 4 bilhões em projetos de sua carteira de US$ 6,2 bilhões, avaliada no último trimestre. Destes, 61% estão relacionados às áreas de SURF e Convencionais e 32% a Renováveis.
Fonte: Revista Brasil Energia