
Com uma receita de US$ 1 bilhão e um backlog de US$ 6 bilhões no primeiro trimestre deste ano, refletindo um aumento de 33% e de 3,4%, respectivamente, em relação ao mesmo período no ano anterior, a Subsea 7 confirma que sua estratégia de diversificação de serviços de energia tem dado resultados.
A maior parte desses aumentos na carteira de pedidos da companhia vem do segmento de Submarino e Convencional (US$ 4,2 bilhões), devido aos projetos de 2020 que foram adiados para este ano. Uma parte desses US$ 4,2 bilhões (cerca de US$ 0,4 bilhão) estão relacionados às taxas diárias dos contratos de longo prazo firmados com a Petrobras para quatro PLSVs que operam no país.
A outra parte desses aumentos vem dos pedidos na área de Renováveis (US$ 1,8 bilhão). “O nosso backlog alto em Renováveis adiciona visibilidade a nossa receita e demonstra a vantagem de uma estratégia diversificada de serviços de energia. Olhamos para frente com otimismo para uma recuperação no fluxo de novos pedidos na área de petróleo e gás, bem como um forte crescimento contínuo em nosso bem estabelecido negócio de eólica offshore”, afirmou John Evans, CEO da Subsea 7, em relatório publicado na quinta-feira (29/4).
No geral, a companhia afirma que viu uma melhora gradual do ambiente de negócios de O&G nos três primeiros meses do ano, “embora os contratos permaneçam focados em certas regiões com economia vantajosa”. A companhia cita o Brasil como um país que o ritmo de licitações ganhou fôlego nesse período, devido aos diversos projetos programados para serem concedidos à indústria neste ano, bem como a Noruega, que deve conduzir um aumento dos contratos EPCI a partir do final do ano.
Na área de renováveis, a Subsea 7 cita os projetos previstos para a Ásia, Europa e os EUA, que deverão ser concedidos à indústria no início de 2022. No entanto, a companhia afirma que todos esses resultados podem ser impactados negativamente pelos custos líquidos associados à pandemia de Covid-19 ao longo deste ano.
No final de março, a frota ativa da Subsea 7 era de 29 embarcações. No Brasil, a companhia possui quatro PLSVs afretados pela Petrobras: Seven Waves e Seven Sun, com término de contrato previsto para o segundo trimestre de 2022, Seven Rio e Seven Cruzeiro, com término de contrato previsto para o terceiro e quarto trimestres do mesmo ano, nesta ordem. Além dos citados, a companhia conta, no país, com uma embarcação de manuseio de linhas (LH) chamada Acergy Sabia, de acordo com dados da Abeam de fevereiro.
Fonte: Revista Brasil Energia