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Clippings - 03/07/19

Subsea de Gato do Mato em andamento

A Shell deve receber em agosto propostas para o pré-FEED (fase anterior à engenharia de pré-detalhamento) do SURF (Risers, Umbilicais e Flowlines Submarinos) e do SPS (Sistema de Produção Submarino) do projeto de Gato do Mato, no pré-sal da Bacia de Santos.

A petroleira passou aos fornecedores dois cenários, sendo um com três poços (small case) e outro com quatro poços (big case). O escopo não inclui as árvores de natal molhadas, que serão compradas separadamente, a fim de garantir maior flexibilidade à operadora.

Após a conclusão do processo, a Shell lançará uma concorrência para aquisição do FEED remunerado, que será de sua propriedade.

A descoberta de Gato do Mato está localizada no bloco  BM-S-54, contíguo à área de Sul de Gato do Mato, onde a companhia anglo-holandesa começou a perfurar um poço recentemente. O projeto de desenvolvimento dos ativos prevê a instalação de um FPSO com capacidade para produzir 90 mil bopd e comprimir 8,5 milhões de m³/d de gás natural a partir do terceiro trimestre de 2023. A instalação do sistema submarino deve começar no início de 2022.

O subsea de Gato do Mato é apenas um de uma série de empreendimentos à vista no Brasil. Depois de fechar os SURFs de Mero 1 e Sépia , a Petrobras deve iniciar, ainda este ano, a contratação dos bens e serviços submarinos dos campos de Mero 2 e Búzios V.

Nos próximos quatro anos, a tendência é que o Brasil se mantenha – se não como maior – entre os principais contratantes de linhas submarinas no mundo. Somente a Petrobras tem, até 2023, dez sistemas de produção offshore, sendo um no ano que vem e três por ano até o fim desse período.

Além dos empreendimentos da estatal, estão programados para entrar em operação projetos como a segunda fase de Peregrino, da Equinor, em 2020; o sistema de definitivo de Atlanta (Enauta), em 2022, e Caracará (Equinor/2023 ou 2024).

Entre outros ainda sem data confirmada estão o de Neon, da Karoon, na Bacia de Santos – inicialmente previsto para 2021 – e de Maromba, da BW Energy, na Bacia de Campos.

Uma das principais fornecedoras do segmento, a TechnipFMC prevê que novas oportunidades no segmento subsea brasileiro podem gerar contratos superando a casa dos US$ 4,5 bilhões nos próximos dois anos. A estimativa considera cinco projetos com grande potencial no país: Itapu, Mero 2 e Búzios V, operados pela Petrobras; Lapa NE e Lapa SW, da francesa Total, e Carcará, da norueguesa Equinor.

 

Fonte: Revista Brasil Energia