A Vale anunciou na última semana o encerramento de 25 contratos com a frota de navios convertidos de VLCCs (Very Large Crude Carriers), que são petroleiros, para VLOCs (Very Large Ore Carriers), navios de minério. A ideia é utilizar navios mais modernos e eficientes, seguindo a nova abordagem de gestão de risco da empresa. Além disso, a decisão também se insere dentro do planejamento de redução de impacto ambiental.
De acordo com assessoria da Vale, a frota antiga tinha idade entre 24 e 27 anos, com capacidade média de aproximadamente 280 mil dwt. Esses navios estavam afretados em diversas modalidades de contrato, principalmente COAs, CVCs, Novations e FOBs. Não havia nenhum navio afretado a casco nu.
Essa frota será substituída por navios mais modernos como os VLOCs de segunda geração, chamados de Guaibamax, com capacidade de 325 mil toneladas, e o Valemax, com 400 mil toneladas. Dentro do planejamento de redução de impacto ambiental, a assessoria afirmou que a utilização dos novos navios apoiará a Vale a cumprir a meta anunciada no início de dezembro de reduzir em 15% as emissões de escopo três, relativas à sua cadeia de fornecedores até 2035.
A Vale afirmou que esses navios têm um padrão mais elevado de eficiência energética e emitem até 41% a menos de CO2 equivalente a um capesize de 180 mil toneladas, por exemplo. Os Valemax e Guaibamax de segunda geração também foram projetados para futura utilização de gás natural liquefeito (GNL), que poderá trazer uma redução adicional de 23% por navio após a instalação do sistema.
Segundo a assessoria da empresa ainda, não haverá alteração significativa na estratégia logística com essas substituições. Ela afirmou que a competitividade em frete da Vale é preservada por meio de contratos de longo prazo com armadores para o uso de embarcações mais eficientes e modernas.
Fonte: Revista Brasil Energia