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Clippings - 22/09/16

Sucesso dos leilões de 2017 depende de mudanças regulatórias

Os novos leilões programados para 2017 despertarão mais interesse do que a 13ª Rodada, desde que o governo implemente mudanças regulatórias, avalia Kjetil Solbraekke, vice-presidente sênior para a América do Sul da Rystad Energy. Ele que acredita que o fim da operação única, o prolongamento do Repetro e alterações nas regras de conteúdo local serão fundamentais para o sucesso das concorrências programadas para o ano que vem.

De acordo com o consultor, a intensificação da presença no país de majors como Shell, Total, Exxon e Statoil é um movimento natural, já que as companhias possuem participação em ativos brasileiros e já demonstraram interesse no pré-sal.

“A Total e a Shell têm participação em Libra, Lula e em outros campos, então será muito natural, principalmente para a Shell, que é uma operadora muito ativa em todo o mundo, operar mais por aqui. Será ótimo para o Brasil ter Statoil, Shell, Total, Exxon e Petrobras com compromissos de operação”, afirmou Solbraekke.

A expectativa é que, mesmo com os novos leilões, a recuperação do mercado de serviços subsea e de serviços marítimos ocorra somente entre o final da década atual e início da próxima. O cenário, entretanto, pode mudar com a venda de ativos da Petrobras e a aceleração dos desenvolvimentos de campos vendidos, como ocorreu com a descoberta de Carcará, no bloco BM-S-8, recentemente adquirido pela Statoil.

“Há espaço para todas as companhias, porque existem muitos desafios que precisam ser superados. Acredito que as companhias internacionais se esforçarão para serem tão boas quanto a Petrobras”, explicou Solbraekke.

Hoje, estão em curso no Congresso Nacional projetos que preveêm o fim da operação única da Petrobras no pré-sal e mudanças nas regras de conteúdo local. A expectativa é que o fim da operação única seja aprovado no mês que vem. Paralelamente, o governo discute a renovação do Repetro, o que deve ocorrer até o final do ano.

Para 2017, estão programados três novos leilões, sendo um de campos marginais e um de áreas no pré-sal, além da 14ª Rodada de licitações de blocos exploratórios.