
A TBG divulgou, na segunda-feira (13), os vencedores da chamada pública de contratação da capacidade firme disponível no Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol). Embora a Petrobras tenha abocanhado grande parte da capacidade ofertada, chama a atenção a presença de dois novos carregadores no mercado, a Sulgás e a SCGás. As vencedoras do certame assinaram contratos de transporte de gás para o período de 2022-2026, no modelo de entrada e saída.
A entrada de novos agentes foi celebrada pela ANP, que considerou o resultado um passo importante para a abertura do Novo Mercado de Gás. A Sulgás garantiu capacidade de 4 milhões de m³/dia na zona de saída RS1, enquanto a SCGás saiu com 3,7 milhões de m³/dia na zona de saída SC2. Os contratos assinados pelas duas empresas se iniciam em 2023, com fim em 2026.
Contudo, a presença massiva da Petrobras ainda demonstra uma insipiência do mercado de gás natural brasileiro. A estatal garantiu todos os contratos das saídas SP1, SP2 e SC1, assim como das entradas EMED Corumbá e EMED Gascar. Os contratos da petroleira vão do segundo semestre de 2022 até 2026.
Tanto a Sulgás quanto a SCGás tiveram uma participação bastante ativa no certame, tendo em vista que a primeira foi responsável pela suspensão da CP em fevereiro e também por um pedido de impugnação da CP, em abril. Na ocasião, a Sulgás alegava que os valores de capacidade para a saída RS1 não estavam de acordo com a submissão da(s) Proposta(s) Garantida(s).
A SCGás, por sua vez, se manifestou favorável ao retorno da CP e no mesmo documento em que citava essa posição, reivindicou medidas urgentes para a reposição da capacidade do trecho sul do Gasbol.
Fonte: Revista Brasil Energia