unitri

Filtrar Por:

< Voltar

Clippings - 26/11/19

Supercomputador a serviço do pré-sal

A Petrobras e seus parceiros no consórcio de Libra – Shell, Total, CNPC e CNOOC – investiram R$ 63 milhões na ampliação da capacidade de processamento do supercomputador Santos Dumont, instalado no Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), em Petrópolis (RJ). O capital investido é proveniente da receita de 1% do valor bruto da produção anual de petróleo do campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos.

A ampliação foi de 60% na capacidade do Santos Dumont, passando de 1,7 mil petaflops para 2,7 mil petaflops de armazenamento, o equivalente a cinco quatrilhões de operações matemáticas por segundo. A máquina ultrapassou o supercomputador Fênix, operado somente pela Petrobras, como o maior supercomputador da América Latina.

Segundo o gerente executivo interino do Cenpes, Juliano Dantas, o objetivo da petroleira é ter uma capacidade de 20 mil petaflops até o final de 2020. A tecnologia será aplicada em pesquisas de E&P de óleo e gás e na análise de grandes massas de dados (geofísicos, geológicos e de engenharia).

A parte ampliada da máquina, inaugurada na segunda-feira (25/11). Originalmente, o Santos Dumont foi instalado em 2015

“O Santos Dumont é um divisor de águas para a Petrobras, seus parceiros e o meio científico brasileiro, pois tem a capacidade de analisar uma quantidade gigantesca de dados num ritmo muito mais veloz e preciso”, disse Dantas durante a cerimônia de ampliação do supercomputador, realizada no LNCC na segunda-feira (25/11).

O foco do Santos Dumont será nas áreas de processamento sísmico e de simulação de reservatórios, além da otimização da perfuração de poços e dos projetos de produção – no pré-sal de Santos e, em especial, no campo de Mero.

A Petrobras é parceira em três dos nove supercomputadores que existem hoje no país, sendo duas máquinas abertas (Santos Dumont e OGBON, que podem ser usadas pela companhia e por outras empresas) e um interno (Fênix). Os três lideram o ranking de capacidade dos supercomputadores do Brasil.

O evento de ampliação do Santos Dumont contou ainda com a presença do ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes; do diretor do LNCC, Augusto Gadelha; do presidente da Atos, Nelson Campelo e do prefeito de Petrópolis, Bernardo Rossi.

O campo de Mero é operado pelo consórcio de Libra, liderado pela Petrobras (40%) em parceria com a Shell (20%), Total (20%), CNPC (10%) e CNOOC (10%).

Fonte: Revista Brasil Energia