O Espírito Santo poderá ter o primeiro terminal portuário para contêineres em águas profundas da América Latina. Na tentativa de atrair investidores para viabilizar o empreendimento, o porto projetado para ser construído na área de Praia Mole, em Vitória, será apresentado a investidores europeus no workshop que será realizado na Bélgica, na próxima semana.
O projeto do superporto de águas profundas para contêineres, que é fundamental para que o Espírito Santo mantenha-se competitivo na área de logística, será apresentado na Bélgica por indicação do presidente Luís Inácio Lula da Silva, informou o vice-governador Ricardo Ferraço. O presidente, que também viajará, indicou dois projetos brasileiros para serem apresentados no workshop Portos e hidrovias: portas para se investir no Brasil.
Os dois projetos do Brasil, na área portuária são o superporto de Praia Mole e o porto Açu, da LLX, no Rio de Janeiro. Se não tivéssemos feito todo esse esforço, toda essa articulação, o projeto da LLX seria o único a representar o Brasil na área portuária, destacou o prefeito de Vitória, João Coser. O evento que acontecerá em Bruxelas a capital belga.
O grupo capixaba que defenderá o projeto do superporto do Espírito Santo é formado pelo vice-governador Ricardo Ferraço; prefeito de Vitória, João Cóser; presidente da Codesa, Ângelo Baptista; e o representante da Intersindical Portuária Luiz Fernando Barbosa. A viagem acontecerá no perãodo de 5 a 9 deste mês e além de Bruxelas eles visitarão as cidades portuárias de Ghent e Dunquerque.
A apresentação do porto, segundo o presidente da Codesa, Ângelo Baptista, terá dois focos. Apresentar aos investidores o Espírito Santo e a Grande Vitória como provedores de serviço, e o dinamismo da economia capixaba que tem registrado crescimento acima da média brasileira.
Capacidade
O superporto, que será implantado em três etapas terá capacidade, deverá estar construído até o final de 2015, e terá capacidade para a movimentação de 2 milhões de contêineres por ano. O custo de implantação está estimado em R$ 800 milhões, e o dinheiro poderá vir todo do setor privado.
Hoje os portos capixabas movimentam 300 mil contêineres por ano. Em cinco anos, deverão movimentar mais de 500 mil contêineres/ano, que é o limite dos portos. Se não for implantado o superporto, o Estado não terá mais capacidade de exportar ou importar esse tipo de carga.
Investimento
R$ 800 milhões
É o custo previsto do terminal para contêineres em águas profundas.
Sobre o projeto
Capacidade
O terminal de águas profundas terá capacidade para movimentar até 2 milhões de contêineres por ano e deverá entrar em operação no final de 2015.
Etapas
O terminal de águas profundas será implantado em três etapas. O primeiro módulo terá capacidade para movimentar 700 mil contêineres. Na segunda fase, até 1,4 milhão de contêineres, e 2 milhões na terceira fase.
Berços
O novo porto terá sete berços no total. Cinco serão destinados à movimentação de carga conteinerizada e dois para carga geral.
Calado
O novo terminal terá 18 metros de calado e poderá receber grandes navios, com capacidade acima de 6 mil contêineres.
Movimentação
Hoje, os portos capixabas movimentam cerca de 300 mil contêineres por ano. A estimativa é de que, nos próximos cinco anos, a movimentação anual seja superior a 500 mil contêineres.
Avaliação
De acordo com o Plano Geral de Outorgas (PGO), 80% da atividade portuária no país pode ser atendida com a ampliação e modernização da atual estrutura.
Expansão
Mas, no Espírito Santo, a ampliação apenas não será suficiente. Será preciso construir novos terminais para escoar a produção com eficiência e menores custos.