A Nippon Yusen Kaisha (NYK) já agendou visita aos portos do Espírito Santo para o perãodo que compreende os dias 14 e 20 de março. Isso é resultado da apresentação dos portos capixabas, em novembro passado, em evento na China e Japão, avalia Angelo Baptista, presidente da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa).
Os empresários, quando da apresentação do complexo portuário no Japão por Baptista, se mostraram muito interessados em conhecer detalhes sobre o projeto do Porto de Águas Profundas, em Ponta de Tubarão, em Vitória.
Mas não são somente os japoneses estão de olho no projeto, idealizado pelos trabalhadores portuários capixabas, por meio da Intersindical da Orla Portuária-ES. As empresas Odebrecht e Camargo Corrêa, por exemplo, também já se apresentaram como possíveis parceiras no empreendimento.
Mas a localização para a instalação do Porto de Águas Profundas para contêineres no estado ainda gera polêmica. Em conversa com PortoGente, Baptista disse que uma medida imediata que será implementada pela Codesa é a solicitação da inclusão da área do projeto, Ponta de Tubarão, na Poligonal do Porto Organizado.
Segundo ele, a proposta será apresentada ao Conselho de Autoridade Portuária (CAP) para que seja incluído no Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ).
A medida não agrada quem discorda da localização para a instalação do projeto. Parte do empresariado capixaba defende que o novo porto seja em Barra do Riacho ou Anchieta (UBU). O presidente da Codesa falou que “elaborar propostas neste momento não tem consistência. É preciso a realização de estudos que serão contratados ao Instituto de Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH) para depois tomar conclusões”. Para ele, por enquanto não há base para apontar alguma alternativa de localização do superporto.