
A Petrobras irá liberar entre outubro e novembro o bid para contratação de SURF (sistema de coleta submarina) do módulo 9 de Búzios. O processo marcará o último edital direcionado a esse tipo de serviço publicado pela petroleira em 2022.
Os termos do negócio já estão praticamente fechados, mas não foram divulgados pela petroleira . A exemplo dos outros bids de SURF, o contrato para o 9º módulo de Búzios será formatado sob o modelo de EPCI, com a empresa vencedora tendo que elaborar o projeto de engenharia e fornecer os equipamentos, ancoragem da unidade, instalações e interligações submarinas de dutos rígidos, flexíveis e umbilicais do sistema de produção.
O serviço será voltado à P-80, FPSO recém-contratado junto ao estaleiro Keppel Shipyard. Com entrada em operação programada para 2026, a P-80 terá capacidade para produzir 225 mil bpd de óleo e 12 milhões de m³/dia de gás, ficando interligada a 14 poços, sendo sete produtores de óleo e sete injetores.
A expectativa do mercado é de que o escopo do SURF do 9º módulo de Búzios seja semelhante ao do 6º módulo, que também terá uma unidade de produção de 225 mil e contará com 15 poços, sendo oito produtores, dos quais dois conversíveis, seis injetores WAG e um injetor de gás. A projeção é de uma campanha de 80 a 100 km.
Com o edital sendo publicado entre outubro e novembro, a entrega das propostas ficará para 2023. O mais provável é que a Petrobras agende a data para março ou abril.
Há dúvida se o bid irá atrair o interesse das empresas. Na última licitação de SURF realizada em junho, a Petrobras recebeu proposta única da Saipem para a campanha de Mero 4. O desfecho do processo foi atribuído, na ocasião, ao aquecimento mundial do mercado e ao fato de as empresas estarem com a carteira cheia de projetos no Brasil, principalmente com a Petrobras, próximas de atingir os limites de suas capacidades.
Ao longo de 2023, a Petrobras deverá lançar quatro bids direcionados a contratação de serviço de contratação de SURF, sendo dois para Búzios (módulos 10 e 11) e dois para Sergipe Águas Profundas (SEAL 1 e 2).
Apenas um processo de SURF da Petrobras segue em aberto, o do módulo 4 de Mero, em fase final de negociação com a Saipem.
Fonte: Revista Brasil Energia