
A Subsea 7 pode estar perto de fechar um novo negócio com a Petrobras. O grupo vem solicitando cotação a fornecedores para o sistema de SURF (coleta submarina) de Mero 4, projeto do cluster de Santos previsto para entrar em operação em 2025.
O negócio visa resolver o imbróglio da licitação para contratação do SURF de Mero 4, que foi cancelada em outubro de 2022 por preço excessivo. Na ocasião, apenas a Saipem apresentou proposta, mas o grupo italiano e a Petrobras não conseguiram chegar a acordo final nas negociações, que se arrastaram por cinco meses
Rumores recentes indicam que a Subsea 7 e a Petrobras estão próximas de fechar negócio. Ao que tudo indica, as negociações estão sendo feitas de forma direta.
O sistema de SURF de Mero 4 contempla a instalação de cerca de 80 km de dutos rígidos e 60 km de linhas flexíveis. O módulo 4 do ativo será explotado através do FPSO Alexandre Gusmão, que está sendo construído pela SBM e ficará interligado a 15 poços, sendo oito produtores de óleo, seis injetores de água e gás e um poço conversível de produtor para injetor de gás.
Para garantir o primeiro óleo de Mero 4 em 2025, a campanha do sistema de SURF terá que ser executada a partir do final de 2024. O edital da licitação cancelada previa prazo total de execução do contrato de 1.825 dias.
Em outubro, o PetróleoHoje antecipou que a Petrobras estudava duas alternativas para contornar o problema: lançar um novo bid ou iniciar um processo de contratação direta. Na ocasião, fontes da petroleira já indicavam preferência por resolver o problema através de negociação direta.
A Subsea 7 foi contratada anteriormente pela Petrobras para executar os contratos dos sistemas de SURF de Mero 3 e Búzios 8. O grupo fechou negócio também com a Equinor para realizar a campanha de Bacalhau.
O sistema de SURF dos módulos 1 e 2 de Mero estão a cargo da TechnipFMC.
A licitação cancelada foi lançada em 2021. O mercado de SURF está aquecido tanto no Brasil quanto no exterior.
Fonte: Revista Portos e Navios