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Clippings - 18/08/22

Svitzer encomenda mais 2 rebocadores ao Estaleiro Rio Maguari

Operação da Svitzer em Suape (Divulgação)

ERM construirá um total de seis rebocadores para empresa de apoio portuário do grupo Maersk. Na conferência da 16ª Navalshore, presidente do Sinconapa e diretor do estaleiro destacou oportunidades para diversificação da carteira dos construtores navais da região Norte

A Svitzer ampliou para seis o número de rebocadores de propulsão azimutal encomendados ao Estaleiro Rio Maguari (PA). A subsidiária da Maersk informou, na última terça-feira (16), que, além dos quatro rebocadores encomendados anteriormente, o estaleiro construirá duas unidades de apoio portuário azimutais, de 70 toneladas de bollard pull, com previsão de entrega em 2024.

A Svitzer avalia que os dois novos rebocadores são uma adição essencial à frota existente, pois serão equipados com recursos FiFi 1 (combate a incêndios). A empresa afirma que tem a ambição de atender seus clientes com embarcações brasileiras. “Estamos administrando um negócio sólido no Brasil com bons volumes e estamos muito satisfeitos porque agora estamos investindo em mais duas novas construções, pois isso nos permitirá expandir a nossa cobertura portuária ainda mais”, destacou o diretor administrativo da Svitzer Brasil, Daniel Reedtz Cohen.

A companhia vem expandindo sua frota e, em 2021, aumentou a cobertura portuária no Brasil adicionando Suape e Pecém. Atualmente, a Svitzer Brazil atende sete portos do país — Suape, Pecém, Santos, Vitória, Rio Grande, São Francisco do Sul e Paranaguá — com 17 rebocadores e emprega 160 pessoas. Os dois novos rebocadores são da série RamParts 2300 projetados por Robert Allan Ltd.

O diretor comercial do ERM, Fábio Vasconcellos, observa que, cada vez mais, os estaleiros da Amazônia — hoje ainda dependentes das demandas do agronegócio — diversificam suas carteiras com projetos de outros segmentos. Ele projetou que o potencial de crescimento da região Norte provocará demandas por embarcações, não somente para o agronegócio. Vasconcellos elencou, entre outros mercados importates para a região, demandas por embarcações de distribuição de GNL, balsas para escoamento de produtos da Zona Franca de Manaus (‘ro-ro caboclo’), balsas de minérios, balsas-tanque, rebocadores e comboios articulados para cabotagem (ATBs).

Ele vê o apoio portuário e a cabotagem se transformando em boas perspectivas para os estaleiros locais. “Parece que os operadores de cabotagem e de apoio portuário descobriram o potencial dos estaleiros da região Norte e têm nos procurado como alternativa para construção de suas embarcações”, afirmou Vasconcellos, que é presidente do Sindicato da Indústria de Construção Naval do Estado do Pará (Sinconapa), durante o painel ‘Cenários da Indústria Naval e Offshore, realizado na última terça-feira (16), na conferência da 16ª Navalshore.

Vasconcellos lembrou que, esta semana, a Aliança Navegação anunciou o início de construção de dois comboios ATBs pelo ERM. As novas barcaças e empurradores foram projetados para operar em mar aberto e com capacidade de transporte de 700 TEUs. De acordo com a Aliança, serão as duas primeiras barcaças oceânicas para transporte de contêineres do Brasil. O projeto, que teve início em dezembro de 2021, inclui dois empurradores, que serão construídos pelo Estaleiro Rio Maguari, em Belém (PA), com previsão de entrega até 2024.

Fonte: Revista Portos e Navios