
A TAG fechou um acordo com a Celse para interligar o Terminal de GNL, localizado em Barra dos Coqueiros (SE), à sua malha de transporte. A TAG ficará responsável pela implementação de um gasoduto de aproximadamente 25 km e das infraestruturas de acesso necessárias, enquanto a Celse ficará responsável pelo pagamento mensal de uma tarifa de conexão para remunerar os investimentos da transportadora durante trinta anos.
“A partir de meados de 2024, quando o gasoduto de interconexão estiver em plena operação comercial, diferentes novos negócios em gás e energia serão possibilitados pela Celse ao mercado nacional”, informaram as companhias em comunicado divulgado na terça-feira (7). A TAG fará investimentos da ordem de R$ 300 milhões para viabilizar a infraestrutura de conexão.
O movimento favorece o acordo fechado pela Eneva junto à New Fortress Energy (NFE) e à Ebrasil Energia, que resultou na aquisição da UTE Porto de Sergipe por R$ 6,1 bilhões. Embora o negócio não inclua o Terminal de GNL, o ativo continuará associado à termelétrica até 2044, ano em que encerra o contrato da unidade no ambiente de contratação regulada.
A interconexão do ativo reforça a estratégia de aquisição da Eneva. De acordo com o diretor de Novos Negócios e Comercialização da companhia, Marcelo Lopes, a criação de hubs de gás significa “a entrada da Eneva na malha integrada”.
Conforme publicado pelo PetróleoHoje, a construção de dois hubs de gás – sendo um no Maranhão e outro no Rio de Janeiro – fazem parte do planejamento estratégico da Eneva para o setor de gás até 2030, além de outras ações.
UTE Porto Sergipe
A UTE possui 1,6 GW de capacidade instalada (equivalente a 15% da demanda de energia do Nordeste), sendo uma das maiores termelétricas a gás em funcionamento da América Latina. A companhia afirmou que essa aquisição vai resultar em aproximadamente 6 GW de capacidade instalada, “consolidando a Eneva como um dos maiores fornecedores privados de energia para o país e como ator fundamental na transição energética brasileira”.
Como parte da transação, a companhia também irá adquirir a Centrais Elétricas Barra dos Coqueiros S.A. (Cebarra), com um pipeline adicional de 3,2 GW de projetos de expansão, e assumirá a dívida atual da Celse, de R$ 4,1 bilhões. Com o montante desembolsado somado à dívida, o valor total do negócio chega a R$ 10,2 bilhões.
Fonte: Revista Brasil Energia