
O congestionamento contínuo do Canal do Panamá, exacerbado pelo impacto do El Niño até ao final de 2023, aumentará os custos das viagens e poderá afetar os padrões comerciais, caso tempos de espera tornem a travessia comercialmente inviável.
A avaliação é da consultoria inglesa Drewry, que verifica haver melhoria nas taxas de fretamento no mercado de granéis sólidos para os navios sub-Capesize em agosto, em meio ao aumento do congestionamento no Canal do Panamá. As taxas de time charter para um ano subiram no oitavo mês do ano, depois de terem caído durante três meses consecutivos.
A tonelagem em espera aumentou proporcionalmente às restrições ao tráfego de navios. O número de navios que aguardam na região do Panamá foi maior em relação ao ano anterior em quase todos os dias de agosto de 2023.
Embora todos os segmentos de navios tenham sofrido com o congestionamento, em agosto a interrupção parece ter afetado mais severamente os navios Handysize e Supramax do que os Panamaxes, alerta a Drewry.
Como é provável que o impacto do El Nino se intensifique, restrições ao tráfego impostas pela autoridade do canal devem permanecer, resultando em custos de viagem mais elevados. Se um navio tradicional Panamax com cinco anos de idade que navega na rota Colômbia-Chile através do Canal do Panamá mudasse para uma rota alternativa através do Estreito de Magalhães, os custos da viagem aumentariam em um mínimo de 34%, quantifica a Drewry. Da mesma forma, um navio que atualmente se deslocasse dos EUA para a China veria um aumento de 28% nos custos se passasse pelo Cabo da Boa Esperança em vez do Canal do Panamá.
Fonte: Revista Portos e Navios