Novos contratos passarão a ser no modelo de entrada e saída previsto no Gás para Crescer
Após realizar a primeira chamada pública de contratação de capacidade no Gasoduto Brasil-Bolívia (Gasbol), a TBG passará a realizar chamadas anuais. Isso porque os contratos de capacidade passarão a ser firmados para curto prazo, de até três anos, no máximo, segundo informou o diretor-presidente da empresa, Renato de Andrade Costa.
Além da primeira chamada, cujo processo tem conclusão prevista para julho do ano que vem, todos os novos contratos firmados pela TBG passarão a contemplar o novo regime de entrada e saída – solução tida no mercado de gás natural como o mais próximo do ideal para o novo mercado concebido pelo programa Gás para Crescer. A ideia é ir convertendo os contratos aos poucos, à medida que eles forem vencendo. “Por enquanto vamos conviver com um regime híbrido”, disse.
O novo regime permite que as distribuidoras comprem a molécula do gás com diferentes supridores, podendo fazer a contratação de duas entradas e nominar uma saída para o gás em qualquer ponto estabelecido por ele.
Os preços a serem praticados na contratação da capacidade do Gasbol ainda serão objeto de consulta pública por parte da ANP – a autarquia está responsável pelo cronograma e execução do processo.
Esse processo é necessário diante da proximidade do fim de um dos quatro contratos de importação de gás da Bolívia, o chamado TCQ, firmado em 1999. Com término previsto para 31 de dezembro de 2019, o contrato prevê a compra de 18 milhões de m³/dia.
Fonte: Revista Brasil Energia