
Divulgação Transpetro
Em 2023, terminal da Transpetro em Angra dos Reis (RJ) atingiu 82,1% de taxa de ocupação de berço, contabilizou operação de 506 navios e expansão do ship-to-ship
A Transpetro registrou 42,6 milhões de metros cúbicos (m³) de volume total de produtos movimentado no seu terminal em Angra dos Reis (RJ), considerando abastecimento, carga/descarga e transbordo de descarga. O valor equivale a uma variação positiva de 8,8% em relação a 2022. De acordo com a empresa, o petróleo é o produto mais transportado pelo Tebig, com uma movimentação que corresponde a cerca de 90% do volume exportado pela Petrobras e a aproximadamente 40% da exportação de petróleo nacional. A companhia contabilizou a operação de 506 navios no terminal de Angra dos Reis no ano passado.
Ao todo, foram 42 embarcações a mais do que em 2022, o que representa 9,1% de aumento. O número total de operações ship-to-ship foi 210, o que corresponde a 28 operações a mais do que em 2022. A taxa de ocupação de berço (TOB) no píer do Tebig passou de 80,4%, em 2022, para 82,1%, em 2023. “A cada 100 horas, 82 horas foram aproveitadas por navios operando com eficiência. Em termos de comparação, um berço é considerado bem operado quando possui uma taxa que gira em torno de 75%”, explicou o gerente do Terminal de Angra dos Reis, Felipe Toneli.
O tempo de estadia do terminal (TET), que mede a duração de cada ocupação do berço por navios, passou de 42,7 horas, em 2022, para 41,3 horas, em 2023. Esses dados indicam que cada um dos 506 navios operados no ano passado ficou no berço 1,4 hora a menos. A avaliação da empresa é que esse resultado demonstra operações mais ágeis e eficientes no terminal, contribuindo para reduzir a espera e a fila de navios.
Outro destaque da Transpetro foi o volume movimentado no oleoduto Rio-Baía da Ilha Grande (Orbig), que passou de 7,03 milhões de m³ (2022) para 8,53 milhões de m³ (2023). O recorde de volume ocorreu em julho do ano passado, com 1,02 milhão de m³.
A Transpetro atribui os resultados à melhora das operações do terminal. Uma delas é a saída de navios pelo canal leste, reduzindo o tempo entre manobras de embarcações e, consequentemente, o intervalo entre os navios — em 2023, foram 87 saídas. A empresa também citou as saídas regulares noturnas de navios de grande porte do tipo VLCC (Very Large Crude Carrier, na sigla em inglês), autorizadas pela Capitania dos Portos.
A companhia acrescentou que implementou, no ano passado, um conjunto de medidas de manutenção que agregaram a esses números. Uma delas foi a melhoria da disponibilidade e confiabilidade de equipamentos, por meio da aquisição de materiais sobressalentes, reduzindo o tempo de conclusão das ações corretivas e aumentando a segurança das pessoas e do meio ambiente. “Estamos operando mais e com maior eficiência. Conquistamos esses números sem termos uma ocorrência sequer de acidente de trabalho ou de dano ao meio ambiente”, destacou Toneli.
No balanço nacional de 2023, a Transpetro registrou crescimento de 33% das operações de ship-to-ship e ship-to-barge (transferência de cargas entre barcaça e navio) com o registro de 872 operações, ante 655, em 2022. A companhia informou que a utilização do modal permite a redução de custos da operação logística de petróleo e derivados em até 30%. O terminal de Madre de Deus, na Bahia, totalizou mais de 30 operações, incluindo Petrobras e novos clientes, como Acelen, Ream e Seacrest. A Transpetro também chamou a atenção para o início das atividades de ship-to-ship no terminal de São Luís (MA).
Nas atividades da região do Amazonas, representadas pelos terminais de Manaus e de Solimões, a companhia totalizou 246 operações ship-to-ship em 2023, ante 26 realizadas no ano anterior. A Transpetro ressaltou que essa região sofreu com uma seca histórica, fazendo com que a atuação da companhia fosse decisiva para garantir o abastecimento local. Em 50 dias, entre setembro e novembro de 2023, a empresa chegou a movimentar 300 mil m³ de petróleo e derivados em operações de transbordo no Amazonas.
A Transpetro opera 48 terminais (27 aquaviários e 21 terrestres), cerca de 8,5 mil quilômetros de dutos e 36 navios. A carteira atual da maior subsidiária da Petrobras conta com mais de 180 clientes, com serviços prestados a distribuidoras, à indústria petroquímica e às demais empresas do setor de óleo e gás.
Fonte: Revista Portos e Navios