A Technip concluiu a fabricação das linhas flexíveis destinadas às áreas de Sapinhoá, Lula Nordeste e Sapinhoá Norte, no pré-sal da Bacia de Santos. A produção de tubos para Lula Alto, Iracema Norte e Iracema Sul, também no cluster, prossegue nas fábricas da empresa em Vitória (ES) e no Porto do Açu, em São João da Barra (RJ).
Nas plantas também serão produzidas as linhas flexíveis para o Teste de Longa Duração (TLD) de Libra, programado para o primeiro trimestre de 2017. O contrato, assinado no ano passado, prevê o fornecimento de tubos de produção de 8” e de serviço e injeção, com 6”.
A companhia francesa encerrou 2015 com 24 embarcações em sua frota. Para 2016 e 2017, a expectativa é que a frota perca entre dois e quatro barcos, já que de três a cinco unidades poderão ser arrendadas e duas, vendidas, enquanto quatro novos barcos serão incorporados.
Atualmente, a frota da Technip é composta por nove PLSVs, dois Heavy-lifts, cinco DSVs e três barcos para lançamento de dutos rígidos, além de quatro PLSVs que estão em construção no Brasil (Skandi Açu, Skandi Búzios, Skandi Recife e Skandi Olinda) e um DSV (Deep Explorer), em construção no exterior. A empresa tem nove PLSVs em contrato de longo prazo no país.
Resultado
A Technip lucrou € 120 milhões no quarto trimestre de 2015, ampliando seus ganhos em 27% em relação ao mesmo perãodo de 2014, quando lucrou € 80,1 milhões. No acumulado do ano, porém, o lucro caiu de € 436,6 milhões para € 45,1 milhões.
A receita da empresa no último trimestre foi de € 3,1 bilhões, aumento de 10,7% ante o mesmo perãodo de 2014. No acumulado de 2015, a companhia faturou € 1,3 bilhão, crescimento de 16,7% frente ao ano anterior.
A Technip fechou o ano com backlog de € 17 bilhões, queda de 20% na comparação com 2014.
Cenário
Em função da perspectiva quanto aos preços do barril de petróleo, a francesa não acredita em mudanças significativas nas prioridades de seus clientes dentro dos próximos 18 meses. No segmento upstream, a expectativa é que novas demandas por trabahos de engenharia comecem a aparecer entre o final do ano e o início de 2017. Já no downstream, a empresa acredita em oportunidades para suas soluções tecnológicas devido ao bom momento por que passam companias de refino e petroquímicas.
A companhia possui hoje 34,4 mil funcionários em 45 países.