Companhia fechou contrato de engenharia, suprimentos, construção e instalação com o Consórcio de Libra
A TechnipFMC fechou contrato com o Consórcio de Libra para fazer a interligação submarina (SURF) do campo de Mero 1, no pré-sal da Bacia de Santos. Conforme antecipado pela BE Petróleo, a empresa vinha negociando com a Petrobras desde o final do ano passado.
O contrato compreende a engenharia, suprimentos e construção (EPC) de todas as linhas rígidas, assim como a instalação e pré-comissionamento dos risers e flowlines que interligarão 13 poços (seis de produção e sete injetores) ao FPSO que será instalado no campo.
O escopo também prevê a instalação dos umbilicais de aço (STU, na sigla em inglês) – cuja aquisição está sendo licitada pela Petrobras – e equipamentos submarinos, como as árvores de natal molhadas (ANMs) encomendadas à Aker Solutions.
A TechnipFMC não detalhou o valor do contrato, informando apenas que ele se enquadra na categoria de “grandes” contratos, avaliados entre US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão.
Durante o processo de contratação, correram, no mercado, rumores de que a McDermott teria apresentado o preço mais baixo inicialmente, mas que sua proposta fora, posteriormente, superada por uma nova oferta da TechnipFMC.
A Petrobras não divulgou, contudo, os preços apresentados aos concorrentes, entre os quais estiveram ainda a Allseas, Saipem e Subsea 7.
“O edital fala em ‘melhor preço, considerando o menor dispêndio para o consórcio Libra’. Subjetivo demais. Um processo com pouca transparência até aqui”, criticou uma fonte do setor.
Procurada em dezembro pela BE Petróleo, a Petrobras disse, na época, que não comentaria um processo de contratação em curso.
A estatal é a operadora de Libra, com 40% de participação, tendo como sócias no projeto a Shell (20%), Total (20%), CNOOC (10%) e CNPC (10%).