
Projetos podem gerar até US$ 4,5 bilhões em contratos pelos próximos dois anos
Em apresentação publicada na quarta-feira (21/10), a TechnipFMC descreveu seis oportunidades no subsea brasileiro que podem gerar contratos de até US$ 4,5 bilhões pelos próximos dois anos: os projetos de Búzios 6 (Almirante Tamandaré), Búzios 7 (P-78), Búzios 8 (P-79), Mero 3, Mero 4 e sudoeste de Lapa.
Todos os projetos são operados pela Petrobras, com exceção de Lapa SW, da francesa Total para o campo homônimo. Assim como Lapa, os demais projetos também estão previstos para o pré-sal da Bacia de Santos.
Segundo a TechnipFMC, Búzios 6, 7 e 8 podem render, cada um, contratos estimados entre US$ 500 milhões a US$ 1 bilhão. Já os contratos de Lapa SW, Mero 3 e 4 devem girar em torno de US$ 250 milhões a US$ 500 milhões cada.

Nomeado Almirante Tamandaré, a previsão é que o sexto sistema de produção de Búzios inicie sua produção no segundo semestre de 2024. O FPSO será afretado e terá capacidade de processamento diário de 225 mil barris de óleo e 12 milhões de m³ de gás, considerado a maior unidade de produção de petróleo a operar no litoral brasileiro e uma das maiores do mundo.
As outras duas unidades (P-78 e P-79) serão contratadas na modalidade EPC (sigla em inglês para a contratação de engenharia, suprimento e construção) e terão capacidade para processar diariamente 180 mil barris de óleo e 7,2 milhões de m³ de gás cada uma. A previsão é que essas plataformas entrem em operação em 2025.
Já as plataformas de Mero terão capacidade para produzir até 180 mil bpd/dia e 12 milhões de m³/dia de gás natural, com início de operação previsto para 2024 (Mero 3) e 2025 (Mero 4). As unidades vão atuar na área de Libra.
Todos os cinco certames da Petrobras estão em curso, sendo dois em fase de negociações: o afretamento de Búzios 6 pela SBM Offshore e a construção, afretamento e operação de Mero 3 pela Misc.
No terceiro trimestre, a TechnipFMC fechou contrato com a Petrobras para prestar serviços de engenharia, suprimentos, construção e instalação (EPCI) de Mero 2. A companhia tem, ainda, outro contrato com o Consórcio de Libra para interligação submarina de Mero 1.
Fone: Revista Brasil Energia