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Clippings - 19/10/21

TechnipFMC na frente pelo SURF de Búzios

TechnipFMC pode estar perto de arrematar mais um contrato de SURF (sistema de coleta submarina) com a Petrobras. O grupo apresentou a melhor proposta na licitação da petroleira brasileira para o 7º módulo de Búzios, no cluster de Santos, com valor de R$ 5,7 bilhões.

As propostas comerciais foram abertas na segunda-feira (18/10). A oferta da TechnipFMC ficou na frente das propostas da Saipem, com valor de R$ 5,9 bilhões, da Subsea 7, com valor de R$ 6,3 bilhões, e da Sapura, que precificou o serviço por R$ 6,96 bilhões. 

A McDermott declinou e não apresentou proposta. O grupo TechnipFMC havia declinado na licitação anterior da Petrobras direcionada ao 6º módulo de Búzios.

Com o resultado, a Petrobras dará início ao processo de negociação direta com a TechnipFMC já nos próximos dias, buscando assegurar desconto no valor final da oferta. Caso o grupo não conceda uma redução considerada satisfatória pela comissão de licitação, existe a possibilidade de a petroleira convocar também a Saipem para negociar, uma vez que a diferença entre as ofertas das duas empresas foi pequena.

O grupo TechnipFMC já responde por dois contratos de SURF da Petrobras, Mero 1 e Mero 2, com entrada em operação prevista para 2022 e 2023, respectivamente. Já a Saipem executa o serviço do subsea do 5º módulo do campo, estando prestes a assinar contrato direcionado ao 6º módulo do projeto

A projeção é de que as negociações devem se estender por cerca de 30 dias, enquanto a assinatura do contrato deve ocorrer apenas em dezembro.

Estruturado sob o modelo de EPCI, o serviço do subsea do 7º módulo de Búzios é direcionado à P-78, FPSO que está em processo de construção pelo consórcio Keppel / Hyundai. O sistema está programado para entrar em operação em 2025.

A P-78 ficará interligada a 13 poços, sendo seis produtores (dos quais dois são conversíveis), seis injetores WAG e um injetor de gás. O contrato do SURF do 7º módulo de Búzios incluirá a contratação da engenharia, suprimento dos equipamentos, construção e toda a atividade de instalação, ancoragem do FPSO e comissionamento.

O sistema contará também com um gasoduto de exportação que ficará conectado ao Rota 3, gasoduto estruturante, que enviará o gás para a costa. O contrato incluirá a instalação dos sistemas de coleta da produção e de exportação de gás. 

O projeto terá linhas rígidas e flexíveis de 8” de diâmetro, contando também com linhas de serviço de 4”. Entre os equipamentos a serem fornecidos pela empresa vencedora estão risersflowlines (rígidos, flexíveis e umbilicais), SDUs (Subsea Distribution Unit) e outros sistemas submarinos, além dos barcos de lançamento.

A licitação do SURF do 7º módulo de Búzios foi lançada em maio. A entrega de propostas foi marcada inicialmente para agosto, mas a Petrobras acabou adiando o prazo mais de uma vez.

O campo de Búzios está localizado na costa do Rio de Janeiro, sendo considerado um dos principais ativos da Petrobras. O projeto produz 710 mil boe/d, sendo 569,6 mil bpd e 22,4 milhões de m³/dia de gás, através dos FPSOs P-74, P-75, P-76 e P-77.

O ativo é operado pela Petrobras, em parceria com a CNPC e CNOOC. O consórcio prevê 12 FPSOs para o projeto. 

Fonte: Revista Brasil Energia