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Clippings - 24/04/23

Tecon Salvador projeta conclusão do 4⁰ ciclo de investimentos até 2034

Diretor-executivo do terminal de contêineres da Wilson Sons acredita que desenvolvimento regional e infraestrutura disponível na unidade para absorver aumento da movimentação possam gerar demandas de mercado que viabilizem antecipar próxima etapa


A administração do Tecon Salvador (BA), operado pela Wilson Sons, projeta concluir o 4⁰ ciclo de investimentos em suas instalações até 2034, passando dos atuais 553 mil TEUs para 924 mil TEUs de capacidade nominal de movimentação nesse período. O diretor-executivo do terminal de contêineres, Demir Lourenço, acredita que seja possível antecipar essa ampliação por conta do potencial de desenvolvimento econômico da área de influência da instalação e da necessidade de infraestrutura para absorver o aumento da movimentação de cargas conteinerizadas no país. Ele explicou que será possível tomar uma decisão a esse respeito quando a movimentação do terminal alcançar uma faixa entre 450 mil TEUs e 480 mil TEUs.

“Não tenho dúvidas de que 2034 (4º ciclo) vai acontecer antes porque acreditamos que existe potencial imenso na Bahia de desenvolvimento. O investimento em logística e em infraestrutura tem que vir antes. Caso contrário não se consegue viabilizar isso”, afirmou Lourenço, nesta quarta-feira (19), durante evento com jornalistas em que foi apresentado um balanço dos aportes no terminal e as projeções de expansão da unidade. Na ocasião, ele acrescentou que o padrão dos navios cresceu de tamanho muito rápido e que existem portos no Brasil com dificuldades de expandir, principalmente por questões de espaço e de dificuldades de aprofundamento dos acessos aquaviários.

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Somando a extensão do cais ‘Água de Meninos’ com a do cais ‘Santa Dulce dos Pobres’, o terminal do grupo Wilson Sons conta com 800 metros de cais com profundidade de 16 metros, permitindo a atracação de até dois porta-contêineres classe New Panamax, para a qual o Tecon já está habilitado a receber. Esses navios de maior porte ainda não atracaram em portos brasileiros, mas são esperados para os próximos anos, conforme demandas de mercado e definições dos armadores.

Um das apostas do Tecon Salvador está no acesso aquaviário sem necessidade de dragagem constante devido ao baixo nível de assoreamento, em águas abrigadas e com condições climáticas favoráveis, se comparado a outros terminais que operam contêineres no país. No modal rodoviário, a empresa acredita que tem um diferencial por conta da ligação direta do Porto de Salvador com a rodovia federal (BR-324) e da conexão viária exclusiva para caminhões. 

A empresa estima ter investido aproximadamente R$ 1 bilhão no empreendimento entre 2000 e 2022, em valores nominais. Lourenço destacou que o marco regulatório (Lei 12.815/2013), que esse ano completa 10 anos, contribuiu para dar segurança jurídica às fases de expansão. A Wilson Sons arrendou o terminal em 1999 e começou a operá-lo em 2000. A primeira expansão começou em 2010, a partir do primeiro aditivo contratual. O segundo aditivo foi firmado em 2016. Com a lei em 2013, foi possível firmar aditivos conforme a necessidade de investimentos para ampliação das operações. “A lei permitiu que contratos de arrendamento fossem renovados antecipadamente com contrapartida de investimentos que não pudessem ser amortizados no prazo contratual”, lembrou Lourenço.

A construção do novo berço do Tecon Salvador ocorreu entre 2018 e 2021 e, em 2022, ocorreu a dragagem dos 2 berços, chegando aos 16m de profundidade em ambos. Lourenço explicou que, desde agosto de 2022, o Tecon está com a operação de contêineres toda concentrada no cais novo e o berço antigo vem sendo reforçado para que os guindastes mais novos, que são mais pesados, possam ser reposicionados. A intenção é que, do total de seis guindastes instalados nos dois cais com profundidade de 16m, possam ser operados 4 a 5 desses equipamentos de movimentação simultaneamente em determinados momentos.

O cronograma prevê para julho a entrega das obras de reforço do segundo berço e o translado dos guindastes novos. “A partir de julho, a obra será concluída e teremos os dois berços para atracar. Esperamos ter um crescimento de movimentação significativo. Até hoje, o terminal estava restrito à operação de um berço e, a partir de julho, teremos a operação do segundo berço livre para operar”, prevê Lourenço.


(Nota da Redação: Matéria atualizada em 20/04/2023 para acréscimo de informações)

Fonte: Revista Portos e Navios