A Teekay espera que a demanda por navios petroleiros permaneça alta durante todo o ano de 2016. De acordo com a companhia, é improvável que a Opep consiga chegar a um acordo sobre o congelamento da produção e a extração deve continuar alta em várias regiões no mundo, como no Oriente Médio, na América Latina e no Oeste da África, mantendo a demanda pelas embarcações.
A companhia explicou que a manutenção da alta produção e a consequente continuidade da baixa do preço do barril ajudam as margens de refino e a estocagem a crescerem, o que também é bom para a demanda por navios petroleiros.
“Se houver um acordo de congelamento da produção ou, possivelmente, uma queda da produção, isso com certeza seria negativo para os navios petroleiros”, explicou Christian Waldegrave, gerente de Pesquisa da Teekay.
Waldegrave explicou que, dado o ceticismo sobre um acordo da Opep, é provável que este ano o segmento dos navios petroleiros apresente bons ganhos, mas não tão altos quanto em 2015. Já em 2017, o mercado vai depender do crescimento da frota, do preço do barril e da relação entre a produção e a demanda de óleo.
GNL
Já no mercado de GNL, a Teekay não acredita que as taxas de utilização e o valor do afretamento terão aumentos significativos em 2016. A previsão da companhia é que o comércio global do energético cresça 3,4 milhões de m³ este ano em relação ao ano passado, maior aumento desde 2010. No entanto, o crescimento da frota global também será alto, com 40 navios gaseiros programados para ser entregues globalmente em 2016.
“Mesmo que a maior parte destes navios já esteja contratada em projetos de longo prazo, o crescimento geral da frota de gaseiros deve dificultar com que a utilização e as taxas diárias das embarcações se recupere este ano”, explicou Nicholas Schneider, gerente de Pesquisa de Projetos Comerciais da companhia.